Área do Comando Metropolitano do Porto da PSP perdeu 300 agentes numa década

O PCP denunciou esta quarta-feira que na última década a região afeta ao Comando Metropolitano do Porto da PSP perdeu cerca de 300 efetivos, situação que admite poder agravar-se por aposentação e insuficiente formação de novos agentes.

Em comunicado, o partido dá conta da reunião que esta quarta-feira realizou com a distrital do Porto da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia para “abordar questões relacionadas com as condições materiais e humanas em que desempenham a sua missão na região”.

Segundo os comunistas, a reunião “permitiu confirmar as preocupações do PCP quanto à falta de condições materiais, com a persistência de problemas estruturais em esquadras (algumas das quais onde continua a chover no seu interior) e a falta de equipamentos de proteção individual”.

“A falta de efetivos é outra das grandes preocupações do PCP confirmada pela reunião. Ao longo da última década, a região afeta ao Comando Metropolitano do Porto perdeu cerca de 300 efetivos”, destaca a nota de imprensa.

Para o partido, trata-se de “uma situação com potencial de agravamento face à proximidade de muitos agentes da idade da aposentação e porque não têm sido criadas turmas de formação de agentes em número suficiente para suprir as saídas”.

O PCP recorda ter ao longo dos “últimos meses apresentado um conjunto de propostas sobre aspetos mais estruturantes das forças de segurança, como a revisão de carreiras, a garantia de suplemento de risco de 400 euros, a promoção da segurança e saúde no trabalho, estatuto de condição policial adequado”, propostas, assinala, “chumbadas pelos partidos de direita, impedindo a resolução destes problemas muito sentidos pelos profissionais da PSP”.

Enfatizando que “a resposta aos problemas de segurança não pode ser feita em função do mediatismo dos casos”, o PCP argumenta ser “preciso garantir a contratação dos agentes necessários, justas condições remuneratórias e de trabalho, bem como equipamentos e esquadras com condições para tão importante missão que está atribuída à PSP”.

“O PCP prosseguirá, empenhadamente, a sua proposta e intervenção. O Governo e o Ministério da Administração Interna não podem continuar a adiar as soluções que se impõem”, lê-se ainda.

A Lusa tentou uma reação do Comando Metropolitano do Porto da PSP, mas até ao momento não foi possível.

 

Lusa

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