Brasileiros ajudam a colmatar falta de nadadores-salvadores em Portugal

A falta de nadadores-salvadores portugueses para a vigilância das praias é uma dificuldade de "há muitos anos", a nível nacional, que tem vindo a ser colmatada com a contratação de estrangeiros, principalmente brasileiros.

Em declarações à Lusa, o presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia, João Carreira, contou no final de abril que este ano já estavam a chegar nadadores-salvadores do Brasil e acrescentou, sobre o preenchimento de vagas, que este verão "as coisas vão correr bem, como aconteceu nos anos passados".
O presidente da Associação de Nadadores-Salvadores da Costa da Caparica - Caparica Mar (concelho de Almada, distrito de Setúbal), Luís Vitorino, sublinha que a contratação de nadadores-salvadores brasileiros se deve ao facto de as épocas balneares dos dois países se desencontrarem e à possibilidade de conciliá-las. 

"Nas praias do estado de São Paulo, os profissionais ou pertencem à Polícia Militar, ou têm de concorrer anualmente para trabalhar apenas um verão, além de terem de realizar o teste para exercer a atividade todos os anos", refere Lucas Leandro, nadador-salvador. 
Já em Portugal o teste de certificação do ISN precisa de ser renovado apenas de três em três anos e é pago pelo próprio nadador-salvador, enquanto no Brasil é patrocinado pelo Governo.
O consenso entre os nadadores-salvadores que falaram com a Lusa e os representantes de associações da Costa da Caparica é de que os testes para a certificação no Brasil são mais difíceis, porque exigem mais fisicamente. "Passam muito tempo dentro da água [no mar], enquanto aqui o treino é mais na piscina", diz Erich Cayris.
Em resposta à Lusa, o ISN assegura que, apesar de algumas alterações nas provas em janeiro deste ano, a exigência ​"no processo de certificação de nadadores-salvadores se mantém" e que é normal que "tenha tendência para ser elevada", dado que se trata de "uma atividade profissional que envolve o salvamento de vidas humanas".
Relativamente ao número de brasileiros a exercer a atividade em Portugal, o ISN refere que começa a ser "significativa [a quantidade] de guarda-vidas brasileiros que solicitam o reconhecimento da sua formação". Tal como previsto na legislação nacional, através de um protocolo, têm de passar o "exame de certificação de nadadores-salvadores em vigor em Portugal".

Partilhar nas redes sociais

Últimas Notícias
Entre no Museu do Carro Eléctrico e faça uma viagem mágica até 1928
12/07/2024
Alterado regulamento fiscal para apoiar investimento empresarial na cidade
12/07/2024
Estádio de Praia acolhe Circuito Nacional do Beach Teqball
12/07/2024
Porto Open está de regresso ao Monte do Aventino
12/07/2024
Corridas ilegais em plena luz do dia na Boavista
12/07/2024
“Os nossos adeptos foram absolutamente fundamentais nesta conquista”
12/07/2024
Município lança concurso para reabilitar ruas no Bonfim
12/07/2024
Homem detido por furto em viatura rua de Gonçalo Velho
12/07/2024
Entre no Museu do Carro Eléctrico e faça uma viagem mágica até 1928
12/07/2024
Alterado regulamento fiscal para apoiar investimento empresarial na cidade
12/07/2024