Câmara de Valongo aumenta em 5% tarifas de água e saneamento

A Câmara de Valongo aprovou, com os votos contra do PSD, aumentar em 5% as tarifas da água e saneamento, passando a tarifa média mensal a ser de 24,28 euros, anunciou a autarquia.

Em comunicado, o município do distrito do Porto liderado pelo socialista José Manuel Ribeiro refere que o tarifário para 2022 representa “um aumento médio de 1,17 euros por cada 10 metros cúbicos de consumo”, e destaca que Valongo, em relação aos utilizadores domésticos, continua a praticar das “tarifas mais baixas dos concelhos da Área Metropolitana do Porto [AMP]”.
Ainda assim, assinalou José Manuel Ribeiro, “as famílias mais carenciadas (cerca de 8.000) têm acesso ao tarifário social e praticamente não sentirão impacto. Em situações específicas de carência extrema, as famílias poderão também recorrer ao Fundo de Emergência Social”.
“A própria limitação das atualizações tarifárias em função da média de preços praticados na AMP que impusemos aquando da renegociação do contrato é uma forma de defender as famílias”, frisou.
Ainda sobre os tarifários, a autarca sustentou já não se verificarem os “fundamentos que estiveram na base da subsidiação da atualização tarifária de 2021, que custou cerca de 400 mil euros”.
Em fevereiro de 2021, a câmara aumentou em 85 cêntimos a tarifa da água e saneamento para esse ano, aumento esse que acabou absorvido ao ser incluído num pacote de um milhão de euros para apoio das famílias em resposta à pandemia de covid-19.
Enfatizando que as “atualizações tarifárias anuais estão previstas no contrato de concessão herdado da anterior gestão municipal [PSD]”, o autarca socialista, citado no comunicado, salientou que “não respeitar o contrato tem sempre como consequência adiar o pagamento da água (um bem escasso) para mais tarde, o que seria muito mais lesivo para os consumidores". 
Mário Duarte, vereador do PSD, justificou à Lusa o voto contra porque em 2021 “a câmara assumiu o aumento do tarifário, por ser ano eleitoral, fazendo este ano um aumento de 5%, manifestamente exagerado”.
“Propusemos à câmara que também assumisse, este ano, o aumento pois ainda estamos num período em que as pessoas e as famílias vivem com dificuldades económicas e faria sentido que a câmara assim continuasse mais um ano ou dois, a assumir os aumentos, à semelhança do que sucede, por exemplo, na Câmara de Gaia [também do PS] que não vai aumentar este ano o preço da água”, acrescentou.

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