Casa onde Miguel Torga nasceu é agora um museu em sua memória

A Casa Miguel Torga, em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa (Vila Real), será inaugurada no próximo dia 17 janeiro 2022, data em que se assinalam 27 anos da morte do escritor.
Doado à Direção Regional de Cultura do Norte por Clara Crabbé Rocha, professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa e filha de Miguel Torga, o edifício foi adaptado, visando a sua transformação numa Casa de escritor que preserve a memória das vivências quotidianas de Miguel Torga na sua terra natal, São Martinho de Anta.
A dinamização turístico-cultural do espaço, através da promoção dos roteiros torguianos, será feita em parceria com a Câmara Municipal de Sabrosa, conforme acordado em protocolo celebrado entre a DRCN e a Autarquia em julho do ano passado.
O projeto de recuperação, musealização e promoção da Casa de Miguel Torga, foi desenvolvido pela Direção Regional de Cultura do Norte. 
A Casa Miguel Torga, em S. Martinho de Anta, é a casa de família do autor onde os seus pais viveram, onde nasceu e permaneceu até ao início da adolescência e para onde retornava com periodicidade até ao fim da sua vida. Mais tarde, a casa foi remodelada pela sua esposa Andrée Crabbé Rocha, tornando-se casa de férias da família.
Agora casa-museu, o equipamento está pronto para receber todos aqueles que queiram conhecer mais da vida e obra do poeta e escritor através de uma abordagem expositiva centrada na intimidade do autor, na sua relação com a família, no seu reconhecimento internacional e na sua relação ao território.
A Casa Miguel Torga, com o vizinho Espaço Miguel Torga – equipamento cultural contemporâneo arquitetado por Eduardo Souto de Moura. 
O evento de inauguração decorre no dia 17 de janeiro, a partir das 15h30, e terá início no Espaço Miguel Torga com a inauguração da exposição Contramuros de Francisco Laranjo. 

Sobre Miguel Torga
Adolfo Correia da Rocha nasceu em 1907, em S. Martinho de Anta, Sabrosa, onde concluiu, com distinção, os estudos primários.
Oriundo de uma família humilde de camponeses e sem grandes recursos económicos, trabalhou no Porto, passou pelo Seminário de Lamego e, ainda adolescente, emigrou para o Brasil. De regresso a Portugal, cursou Medicina em Coimbra, onde viveu e faleceu em 1995.
De personalidade veemente e intransigente, foi poeta presencista, numa primeira fase associado ao grupo da Presença que cedo abandonou.
Adotou o pseudónimo Miguel Torga, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica, Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno, e ainda à torga, planta brava da montanha com fortes raízes.
A sua extensa obra aborda, entre outros temas, o drama da criação poética, o desespero humanista, o sentimento telúrico, a problemática religiosa, o iberismo e o universal.
Defensor da liberdade e da justiça, teve obras censuradas, foi vítima de perseguição política e esteve preso, apesar de nunca ter aderido a qualquer partido político.
Laureado com numerosos prémios literários nacionais e internacionais, foi candidato a Prémio Nobel da Literatura.

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