Covid-19. Governo diz que o alívio de restrições será "progressivo, gradual, cauteloso"

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse hoje que é de esperar “alívio nas restrições” impostas pela pandemia de covid-19, mas que esse alívio será “progressivo, gradual, cauteloso”.

À saída de uma sessão no Infarmed, em Lisboa, António Lacerda Sales notou que os indicadores, “quer ao nível da incidência, quer ao nível do índice de transmissibilidade, quer ao nível da pressão sobre os serviços de saúde, são bons”.
“São bons indicadores, que nos dão algum otimismo, alguma confiança, alguma tranquilidade, para podermos acreditar que, sim, vamos ter alívio nas restrições”, reconheceu, frisando que há que “ouvir os peritos” na quarta-feira.
Simultaneamente, assinalou, ainda há “alguns indicadores” que “preocupam, nomeadamente o número de mortes por milhão de habitantes”, e que impõem “uma ponderação”.
O infeciologista Fernando Maltez considerou hoje prematuro aliviar já as restrições para controlo da pandemia de covid-19, defendendo que se deve avançar com cautela até a maioria da população ter o esquema vacinal com reforço completo.
Eu penso que estamos a querer ir muito depressa e, do meu ponto de vista, não se justifica”, disse à agência Lusa Fernando Maltez na véspera de mais uma reunião entre especialistas e responsáveis políticos, convocada pelo primeiro-ministro, para avaliar a situação epidemiológica do país, num momento em que estão a descer o número de infeções e o índice de transmissibilidade (Rt) da covid-19, que já está abaixo de 1.
Apesar da situação epidemiológica estar a melhorar, o diretor do serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, considerou “demasiado prematuro” aliviar as medidas de controlo da infeção, enquanto uma parte da população ainda não tem o esquema vacinal com reforço completo.
“Enquanto tivermos uma parte significativa da população mais jovem, nomeadamente as crianças dos 5 aos 11 anos, por vacinar penso que não deveremos ir muito depressa”, acrescentou, defendendo que a preocupação deve ser “acelerar o processo de vacinação”.
Fernando Maltez disse, contudo, que se pode aliviar algumas medidas, nomeadamente a exigência de mostrar os certificados de vacinação e recuperação em determinadas circunstâncias e o uso de máscara em ambientes ao ar livre.
“Mas acho que devemos ir com prudência, com cautela, sempre acompanhando aquilo que está a verificar na redução dos números”, na percentagem de positividade da testagem realizada e na pressão nos internamentos em enfermaria e nos cuidados intensivos.

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