14 Dec 2021, 0:00
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O número de trabalhadores da fábrica da Conservas Ramirez, em Matosinhos, que testou positivo ao SARS-CoV-2 subiu para 13, depois de confirmados mais dois casos positivos entre os funcionários que se encontravam em isolamento profilático, revelou hoje a conserveira.
Em comunicado, a conserveira afirma que além dos 11 funcionários que testaram positivo, três colaboradores foram colocados, a 7 de dezembro, em isolamento profilático, tendo, posteriormente, dois colaboradores testado positivo ao SARS-CoV-2.
O surto entre os trabalhadores da fábrica da Conservas Ramirez conta com 13 casos positivos e a conserveira está hoje a realizar testes PCR a todos os seus funcionários, num universo de 220 pessoas.
Os resultados “serão conhecidos em tempo oportuno”, refere a Conservas Ramirez.
Na segunda-feira, em declarações, a propósito da denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), o administrador da conserveira, Manuel Ramirez, afirmou que o surto de covid-19 teve origem num jantar entre alguns funcionários da fábrica, do qual a administração "desconhecia".
“Terá havido um jantar entre colegas e externos da empresa de uma determinada área que a administração desconhecia”, disse.
Segundo o administrador, o surto foi detetado depois de um funcionário da conserveira ter apresentado sintomas, “situação que foi logo comunicada ao delegado de saúde”, tendo sido no dia 07 de dezembro realizados 31 testes antigénio.
Manuel Ramirez disse ainda que, a 9 de dezembro, todos os funcionários realizaram testes antigénio e não foi detetado “nenhum caso”.
Indicou que hoje seriam feitos novamentes "testes PCR por uma questão de precaução”, acrescentado que a fábrica tem cumprido e implementado todas as normas de segurança e higiene.
Em comunicado, SINTAB afirmou na segunda-feira, tendo por base uma denúncia feita por trabalhadores da conserveira, que o número de casos confirmados era "já superior a 30”.
Segundo o sindicato, os funcionários garantiram que “o início deste surto se verificou há cerca de duas semanas e que, ao invés de terem sido promovidas medidas de contenção, alguns quadros dirigentes optaram ainda por participar nos habituais jantares de confraternização da quadra natalícia, de onde se desconfia ter resultado uma ainda maior potenciação do contágio generalizado”.