Depois de anos de “inércia” Metrobus começa a circular no final de fevereiro do próximo ano

"Finalmente, vamos ter o metrobus a funcionar". Foi desta forma que o presidente da Câmara do Porto anunciou o início de circulação do BRT (Bus Rapid Transit), na sua primeira fase [Casa da Música - Praça do Império], prevista para o final de fevereiro de 2026, havendo um período experimental gratuito durante o mês de março. Neste percurso, para iniciar e terminar o serviço, os veículos vão dar a volta à Rotunda da Boavista.

Estas são as principais novidades dadas depois da assinatura de um memorando de entendimento, esta quinta-feira, nos Paços do Concelho, pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, pelo presidente da Metro, Emídio Gomes, e pela presidente do conselho de administração da STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, Cristina Pimentel.

"Uma assinatura simbólica", conforme declarou o autarca, que coloca um ponto final numa "longa jornada, um longo calvário, que demorou demasiados meses". "Vivemos hoje uma circunstância muito diferente na nossa cidade, no que diz respeito a este projeto", desde logo, “pela capacidade das entidades envolvidas remarem no mesmo sentido, na busca das melhores soluções para a cidade. Isso é, hoje em dia, um dado absolutamente inequívoco", sublinhou, acrescentando também neste acordo o Governo, através do Ministério das Infraestruturas.

Relativamente ao passado recente desta obra, Pedro Duarte não foi parco nas palavras: "Depois de demasiado tempo de inércia, de irresponsabilidade e de desrespeito pelos portuenses, hoje a situação é muito diferente. Temos um caminho, uma luz que nos vai guiar para podermos resolver esta situação [do metrobus]".

Sobre a primeira fase, o presidente da Metro apresentou a solução encontrada para o BRT na Rotunda da Boavista: iniciar e terminar a operação na estação Casa da Música, com os veículos a circundar a rotunda, abandonando-se a ideia de inversão de marcha em contramão numa nova rotunda improvisada exclusiva para este meio de transporte.

Para garantir que "a operação decorra nos tempos previstos - penalizando a eficiência, mas garantindo a operacionalidade e os objetivos - haverá uma redundância de um veículo suplementar", explicou Emídio Gomes. Ou seja "quando um dos veículos atinge o topo da avenida [e chega à estação Casa da Música], ele [outro veículo] já lá está parado, à espera do outro lado".

"É uma solução bastante simples, penaliza a eficiência do ponto de vista do desempenho material e até um pouco económico da operação, mas garante aquilo o que é essencial, que é o serviço à população dentro dos tempos estimados", afiançou.

Já sobre a segunda fase [da Avenida da Boavista, a partir do cruzamento com a Avenida Marechal Gomes da Costa, até ao Castelo do Queijo], o presidente da Câmara deixou a garantia que "vai ser respeitado aquilo que é o enquadramento paisagístico com o Parque da Cidade", havendo possibilidade de manter e alargar o atual corredor central até à Avenida Antunes Guimarães.

“O mundo mudou na cidade. As coisas estão a acontecer, a cidade está a mexer, a avançar", concluiu Pedro Duarte, deixando a promessa que "tudo vai ser feito" de maneira diferente relativamente à primeira fase.

 

Fonte: CM Porto
Foto: Andreia Merca

 

 

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