Em
O Primeiro de Janeiro

23 Dec 2021, 0:00

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Eleições legislativas: primeiro Portugal

OPINIÃO 
Por Joaquim Jorge*

 

 

Vamos ter eleições legislativas a 30 de Janeiro. É importante não passar um cheque em branco em quem votamos. Votar é uma maneira muito pobre de intervir, mas é fundamental para a vitalidade da democracia. 


Muitos eleitores já se sentiram defraudados, por que votaram em determinado partido e,ao longo do seu mandato, alterou as suas posições que não se coadunam com a confiança depositada. 


O PSD já disse pelo seu líder Rui Rio que,se não vencer as eleições, daria apoio parlamentar a um governo do PS. Contudo,convém recordar que o líder do PS, António Costa afirmou que se perder as eleições se demite. Bem, então em que ficamos? 


Tenho sérias dúvidas que haja da parte do PS abertura para apoiar um governo PSD se este partido sair vencedor a 30 de Janeiro, ao invés, penso que há uma certa relutância em aceitar esse resultado. 


O PSD se vencer vai negociar com o PS sem líder, ou António Costa numa pirueta recua e continua líder?


Eu estou cansado da velha política, de uma forma de fazer política pessoalizada, ultrapassada que é ruim para Portugal. Os senhores dos partidos têm que, perceber de uma vez por todas que primeiro está Portugal, depois os partidos e só no fim os senhores dos partidos.


A forma de fazer política em Portugal é contrária, por vezes, aos interesses de Portugal e dos portugueses. Há poucas excepções a estes ditames: os males nunca são do lado deles; o responsável é sempre o outro; quem assume a governação diz sempre mal do anterior governo; o governo que assume funções critica a oposição e até faz oposição à oposição.


Basta ler a imprensa diária para chegarmos a esta conclusão sem grandes estudos de opinião.


O que não deixa de ser interessante é que há consenso que Portugal está em crise agravada pela pandemia e é preciso colocar os meios para que haja estabilidade.


Ser governo não pode ser sinónimo de ser arrogante e quero posso e mando, assim como, ser oposição não pode ser sinónimo de dizer mal por tudo e por nada e nunca estar de acordo.


A nossa democracia vai a caminho de cinco décadas e os portugueses já sabem muito bem o que se passa.


Um líder político diz uma coisa em público e tende a esconder as suas verdadeiras motivações, no fundo, tem um comportamento em público e outro em privado. Em público fala do interesse do país, em privado fala do seu interesse ou do partido.


Como sabemos António Costa tem arte e engenho como ninguém para o fazer. No fundo, António Costa é um actor da políticaportuguesa ao mais alto nível.


Rui Rio já disse o que iria fazer pós-eleições: governa se vencer ou apoia um governo PS se perder. Gostava de ouvir de António Costa com clareza o que fará? A única coisa que li e ouvi foi que se demitiria se perder as eleições. 


O PSD e Rui Rio não têm tarefa fácil negociar com um partido sem líder. Convinha que a nossa política deixasse de ser hipócrita e, portanto, não há como discutir ou coexistir para bem de Portugal e dos portugueses.

 

*Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores

 

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