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O Primeiro de Janeiro

28 Jun 2022, 0:00

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Escultor português expõe no coração da City, Londres

A relação entre o homem e a natureza inspirou a peça que o artista luso-angolano Pedro Pires apresenta na 11.ª edição do festival “Sculpture in the City” nas ruas do centro financeiro de Londres.

A relação entre o homem e a natureza inspirou a peça que o artista luso-angolano Pedro Pires apresenta na 11.ª edição do festival “Sculpture in the City” nas ruas do centro financeiro de Londres. 
A escultura “Habitat” faz parte de um conjunto de 11 obras de artistas contemporâneos de várias nacionalidades expostas ao ar livre em locais desde passeios, jardins, a átrios de igreja, bancos de jardim ou até em cima de árvores. 
Feita de metal, a escultura permite um jogo de perspetivas, em que de um lado é possível ver a silhueta de uma árvore e de outro a de uma pessoa, convidando os visitantes a aproximar-se e andar em redor. 
Pires explicou que, sendo uma obra de arte num espaço público, procurou simplificar o projeto para a tornar mais acessível a diferentes topos de público, mantendo mesmo assim o corpo humano que está presente em várias outras esculturas. 
No festival destacam-se esculturas como uma enorme “torrada” em cimento, da autoria de Sarah Lucas, onde muitas pessoas se sentam para comer o almoço, um tronco de oliveira coberto com tinta de alumínio, de Ugo Rondinone, e ninhos de enamel impressos que Victor Seaward idealizou para poderem receber pássaros.
Além das 11 obras encomendadas para esta edição do festival, mais seis esculturas permanecem desde a edição do ano passado e duas foram tornadas permanentes após serem adquiridas por empresas locais. 
A diretora artística, Stella Ioannou, salientou que, no rescaldo da pandemia, queria que as peças expressassem “optimismo” e entrassem em diálogo com a arquitectura variada do bairro, que combina arranha-céus envidraçados de bancos e companhias de seguros com igrejas e edifícios antigos.
“É um projecto de arte alegre e divertido, um parque de esculturas em constante evolução e mudança numa parte única de Londres. Somos privilegiados por trabalhar numa área com uma identidade tão forte”, disse, descrevendo a iniciativa como uma “galeria de arte urbana”.
A iniciativa é uma forma de animar as ruas e também de atrair pessoas para a ‘city’, um bairro dominado por escritórios onde só 65% dos trabalhadores voltaram, por vezes apenas alguns dias por semana, mostrando que muitos continuam em teletrabalho. 
“Antes da pandemia tivemos mais de 230.000 visitantes apenas para ver este projecto. Sabemos que estamos a competir bem com os grandes museus, mas estamos a fazê-lo de uma forma que é mais democrática, porque dá às pessoas experiências quotidianas de arte pública”, afirmou à Agência Lusa Simon Glynn, chefe do planeamento urbano da City of London Corporation, a autoridade local.
Já expôs em países como Sérvia, Canadá, Nigéria, África do Sul, França, Austrália e EUA e a obra está representada em coleções particulares e públicas, nomeadamente no Museu de Belas Artes de Montreal (Canadá), Fundação PLMJ (Portugal), na Mishcon de Reya Collection (Reino Unido), Coca Cola Collection (África do Sul) e no Banco Económico (Angola).

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