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O Primeiro de Janeiro

17 Dec 2021, 0:00

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ESCULTURAS VANDALIZADAS EM MATOSINHOS

Autarquia vai proceder a novo restauro

Nas últimas semanas dois monumentos históricos que fazem parte da memória coletiva dos matosinhenses foram vandalizados, em circunstâncias muito semelhantes, precisamente nos mesmos locais onde anteriormente haviam sido amputadas partes das peças, que deram origem a intervenções de restauro (concluídas recentemente, no mês de outubro), numa manifestação continuada de falta de civismo inqualificável e de desrespeito pelo património histórico-cultural.
Um dos monumentos vandalizados encontra-se em Matosinhos, nas proximidades do Bairro dos Pescadores, e trata-se da escultura “Homem do mar”, da autoria de Rogério de Azevedo, peça que é um ex-libris dos pescadores e das gentes do mar de Matosinhos há décadas. A parte superior do remo da escultura foi novamente amputada e deixada, desta feita, no jardim onde o monumento se encontra.
Foi possível recolher o remo amputado e a Autarquia irá novamente tomar as devidas providências para voltar a colocar a peça retirada e restituir-lhe a sua forma original.
Esta escultura, datada de finais dos anos 50, apresentava as marcas da exposição ao tempo, sendo visíveis algumas sujidades e pontos de corrosão da liga metálica. Além disso, um dos seus elementos principais, o remo que o homem segura na mão, já havia sido furtado noutra ocasião. Mais tarde, para substituir a peça desaparecida, alguém lhe colocou um remo de madeira, de tamanho desproporcionado, fixado com uma anilha de ferro. Mas o ferro, sendo mais suscetível à corrosão, piorou a situação da escultura. A intervenção realizada, além do tratamento da superfície, recolocou novamente o remo que faltava, idêntico à peça que originalmente tinha sido concebida pelo escultor Rogério de Azevedo.
Por sua vez, há cerca de três semanas, o conjunto escultórico evocativo do poeta António Nobre e das Musas, da autoria de Salvador Barata Feyo, foi também lamentavelmente vandalizado, tendo sido retirado o pé de uma das musas e o mesmo abandonado no chão, à semelhança do que sucedeu com o remo do “Homem do Mar”. Este elemento da peça foi, entretanto, já recolocado no monumento, restituindo-se a sua integridade original.
Recorde-se que, no passado mês de outubro, tinham sido concluídos os trabalhos de conservação e restauro destes dois monumentos emblemáticos da memória histórica de Matosinhos e de Leça da Palmeira, tendo sido ainda intervencionada a placa com a reprodução de um soneto de António Nobre, que estava cravada num rochedo junto à Capela da Boa Nova.

 

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