França repatria mulheres e menores detidos em campos jihadistas na Síria

A França, sob pressão de organizações humanitárias, repatriou esta terça-feira 15 mulheres e 32 crianças que se encontravam detidas em campos de prisioneiros no nordeste da Síria onde se encontravam extremistas islâmicos.

"Os menores foram entregues aos serviços encarregados da ajuda à infância e serão sujeitos a um controlo médico e social", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês em comunicado, que conduziu a operação. "Os adultos foram entregues às autoridades judiciais competentes", acrescentou.

Esta é a terceira operação de repatriamento em grande escala após a de as de julho e outubro do ano passado. A França repatriou primeiro 16 mulheres e 35 menores e, depois, 15 mulheres e 40 crianças.

As mulheres e crianças repatriadas, associadas a membros do Estado islâmico, estiveram no campo de Roj sob administração curda, localizado a cerca de 15 quilómetros das fronteiras iraquiana e turca.

A França foi particularmente atingida por ataques extremistas, nomeadamente em 2015, promovidos pelo Estado Islâmico.

As autoridades francesas agradeceram "à administração local no nordeste da Síria pela cooperação, que tornou possível a operação", que aconteceu pouco depois de o Comité contra a Tortura da ONU ter condenado a França por não repatriar cidadãos franceses dos campos de prisioneiros no nordeste da Síria.

As famílias destas mulheres e crianças tinha pedido uma intervenção do Comité, em 2019, acusando a França de violar os artigos 2.º e 16.º da Convenção contra a Tortura e Tratamento Desumano ou Degradante, ao não permitir o seu regresso.

O Estado francês, nas suas observações transmitidas ao Comité da ONU e citadas na decisão da semana passada, justificou a política de repatriamento caso a caso, sublinhando que a Convenção não exigia que um país protegesse os seus nacionais num território que não estivesse sob a sua jurisdição.

Contudo, o Comité considerou que se o Estado francês "não estiver na origem das violações sofridas" pelas mulheres e crianças nos campos, "continua a ter a obrigação" de as proteger "contra violações graves dos direitos humanos, tomando todas as medidas necessárias e possíveis".

A França já tinha sido condenada em 2022 pelo Comité dos Direitos da Criança e depois pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem pelas mesmas razões.

As mulheres francesas tinham ido voluntariamente para os territórios controlados por grupos extremistas islâmicos e foram capturadas aquando da queda do Estado Islâmico, em 2019.

 

Partilhar nas redes sociais

Últimas Notícias
“Há muita gente que acha que as pessoas do Porto não devem dar opiniões sobre coisas de Lisboa”, diz Moreira
18/07/2024
Investigadores da FMUP alertam para riscos de injeções para rejuvenescimento facial
18/07/2024
Há jazz sob as estrelas nos jardins do Palácio de Cristal
18/07/2024
Novos Tempos | A importância dos símbolos
18/07/2024
Exposição Visita-oficina orientada para os mais pequenos na Galeria Municipal
18/07/2024
Dois detidos pela prática ao crime de roubo contra o património
18/07/2024
Bilhetes para a Supertaça Cândido de Oliveira disponíveis esta quinta-feira
18/07/2024
Reabilitação de prédio em Campanhã para habitação acessível
17/07/2024
“Há muita gente que acha que as pessoas do Porto não devem dar opiniões sobre coisas de Lisboa”, diz Moreira
18/07/2024
Investigadores da FMUP alertam para riscos de injeções para rejuvenescimento facial
18/07/2024