Gaia assume competências na Educação com reservas pelas contrapartidas financeiras

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia aceitou a transferência de competências na área da Educação feita pelo Estado a 01 de abril, mas mostra reservas pelas contrapartidas financeiras.

"As reservas que existem são pelas contas, porque há um desvio entre os valores contabilizados pelo Ministério [da Educação] e o que se vai passar na realidade”, disse o presidente da autarquia, Eduardo Vítor Rodrigues, no final da reunião do executivo municipal. 
O socialista assumiu que “tudo fará” para que o município venha a ser “compensado pelo erro de cálculo”.
“Não estamos a pedir mais do que o Estado está a gastar”, frisou, lembrando agora os custos com o pessoal auxiliar das escolas, a manutenção dos edifícios e as atividades extracurriculares.
Eduardo Vítor Rodrigues disse que estas competências representam um acréscimo de sete milhões de euros por ano, assim como mais 20% de funcionários nas escolas para cumprir os rácios, o que significa contratar mais 30 pessoas para as escolas em setembro. 
"O Estado nunca cumpriu os rácios de funcionários, todos os anos há falta de pessoal, mas agora vai obrigar a cumprir-nos e, portanto, tem de nos dar a devida contrapartida financeira”, sublinhou.
Esta questão, acrescentou o autarca, não é um problema de Vila Nova de Gaia ou do Porto, mas sim de todo o país.
O Governo definiu o dia 01 de abril como o prazo para descentralizar para os municípios competências na Educação e na Saúde, apesar do baixo ritmo da adesão voluntária ao processo, com vários autarcas a afirmar que não estão preparados para as desenvolver.
As competências no âmbito da Ação Social, que os municípios também deveriam assumir em 01 de abril, só passam definitivamente para as autarquias em 01 de janeiro de 2023, uma vez que o diploma setorial que pormenorizava as tarefas a descentralizar pela administração central foi promulgado apenas em fevereiro deste ano. 
Na passada sexta-feira, a presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Luísa Salgueiro, avisou que “é imprescindível” que o Governo reveja os critérios da delegação de competências para que não haja um “agravamento da situação financeira das autarquias”.
Nesse mesmo dia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esperar que o processo de descentralização de competências do Estado para as autarquias corra bem e que seja acompanhado dos respetivos recursos financeiros.

Partilhar nas redes sociais

Últimas Notícias
Devoção popular: folclore ou teologia viva?
6/02/2026
Alerta vermelho para risco de cheia nas zonas ribeirinhas do Porto
6/02/2026
Município e PSP reforçam estratégia de combate à insegurança em Ramalde
6/02/2026
Proteção Civil do Porto alerta para risco elevado de cheias devido à depressão Leonardo
5/02/2026
Homem detido por tentativa de homicídio de agente da PSP no Aeroporto Francisco Sá Carneiro
5/02/2026
Tenista turca Ayla Aksu vence torneio ITF W75 Porto
4/02/2026
Trânsito condicionado na VCI até ao dia 13 de fevereiro
4/02/2026
A PREOCUPANTE REALIDADE DAS REDES SOCIAIS
3/02/2026
Devoção popular: folclore ou teologia viva?
6/02/2026
Alerta vermelho para risco de cheia nas zonas ribeirinhas do Porto
6/02/2026