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O Primeiro de Janeiro

10 Dec 2021, 0:00

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GOVERNO QUER QUE EMIGRANTES "VENHAM" a PASSAR O NATAL EM PORTUGAL MAS COM TESTES E CERTIFICADOS

Comunidades

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas aconselhou os emigrantes em geral a passarem o Natal em Portugal, mas cumprindo as medidas exigíveis em relação à covid-19, enquanto pediu aos residentes na África Austral que façam “essa avaliação”.

Os emigrantes que vivem na África Austral têm medidas muito mais restritivas para viajarem, por causa da nova variante do novo coronavírus, Ómicron, que causa a doença da covid-19.
“As pessoas terão de fazer essa avaliação. Podem vir, mas com estas medidas mais restritivas e mais complicadas”, afirmou Berta Nunes, sublinhando, porém, que Portugal “espera num futuro próximo retirar” aquelas limitações.
“Logo que haja mais informação sobre essa variante”, acrescentou, porque, reconheceu, muitas das exigências aplicadas hoje devem-se ao desconhecimento sobre determinadas características da nova variante.
Para os emigrantes em geral, o Governo aconselha “que venham” no Natal, afirmou a secretária de Estado.
Porque a única condição adicional que têm para se deslocarem ao seu país de origem “por qualquer das fronteiras, terrestres, aérea, marítima, é trazerem o teste PCR ou antigênio negativo, mesmo que tenham sido vacinados”.
Depois, já de férias em Portugal “todos os portugueses com número do Serviço Nacional de Saúde têm direito a quatro testes gratuitos por mês”, lembrou.
“Isso significa que durante a sua estadia, se tiverem que fazer agrupamentos com várias pessoas, familiares ou não, que venham de vários pontos [do mundo], é aconselhável fazerem o teste para evitarem a transmissão da covid-19 e estarem mais seguros e regressarem com segurança”, apelou.
“Todos os portugueses têm o cartão de cidadão com o número de utente do Serviço Nacional de Saúde, por isso todos têm esse direito”, frisou.
Na opinião da secretária de Estado, os emigrantes devem ter ainda a preocupação de antes do regresso aos países onde residem se informarem sobre medidas exigíveis.
Lembrando que a Suíça já não exige a quarentena, mas um teste negativo à entrada e um outro teste entre o quarto e o sétimo dia de permanência no país, Berta Nunes alertou que no atual contexto pandêmico cada país “pode vir a ter exigências muito variáveis na época natalícia”, num momento em que se assiste a um maior aumento da transmissão da doença.
Porém, relativamente aos que vivem na África Austral, a secretária de Estado recordou as restrições em vigor.
“O despacho conjunto sobre os países da África Austral, por causa da variante Ómicron, de vários ministros, sobre essa matéria diz claramente que, quem nos últimos 14 dias saiu de um desses países, da África do Sul e países vizinhos, como Moçambique, tem de fazer quarentena de 14 dias, além de ter de fazer um teste negativo ao embarque e um teste negativo à chegada”, referiu.
Quanto às críticas que têm sido feitas por líderes africanos ao facto de apenas se suspenderem os voos para os países da África Austral quando a variante já está em muitos outros Estados, Berta Nunes disse que “não se trata de um ataque”.

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