Grande Porto adota novas medidas para combater escassez de água

A desativação dos sistemas de rega automática nos jardins ou a criação de furos artesianos em parques urbanos são algumas das medidas implementadas por alguns municípios do Grande Porto para mitigar a escassez de água, indicaram várias fontes.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, revelou que foram feitos furos artesianos no Parque Urbano de Gondomar e no Parque Urbano de Rio Tinto para evitar que a rega destes espaços verdes dependa da rede de abastecimento de água. “É uma opção que visa poupar a rede, que é essencial ser poupada para abastecimento e bem-estar da população”, afirmou o autarca.
Também no Porto, foram desligados os chafarizes, reduzida a água disponível nos bebedouros públicos e o uso de fontanários “está limitado e é fiscalizado pelas Juntas de Freguesia”.
Já em Vila Nova de Gaia, não está prevista nenhuma medida que passe, por exemplo, pelo corte de água em período noturno, mas a Câmara Municipal, citada pela Lusa, assegurou que “perante a crise hídrica atual, a [empresa municipal] Águas de Gaia tem apostado numa resposta proativa e não reativa”.
A Águas de Gaia refere ter conseguido diminuir o volume de água, adquirido à Águas do Douro e Paiva, através da identificação de fugas não visíveis, substituição de contadores e implementação de contadores inteligentes, análise “contínua” dos consumos e comparação de faturação, entre outras medidas, que se traduziu numa poupança, acumulada desde o início do projeto, em 2020, de mais de 1.600.000 metros cúbicos de água.
“Em 2023, o objetivo é que a percentagem de perdas seja de 10%, ou ligeiramente inferior (…). Paralelamente, lançámos um projeto de reutilização de água pluvial em algumas escolas do concelho e desenvolvemos, em conjunto com a Simdouro, um projeto de reaproveitamento de água residual tratada, que permitirá que a rega de jardins e a limpeza urbana utilize este água residual tratada”, acrescentou fonte do município gaiense.
Por outro lado, em Matosinhos, “os sistemas de rega automática dos espaços verdes estão desativados, e só são objeto de rega os canteiros com plantas de época e plantações recentes, incluindo tapetes de relva recentemente instalados”, refere a agência de notícias.
Fonte da autarquia de Matosinhos adiantou, à Lusa, que “nos locais que terão de vir a ser regados, houve reduções substantivas das quantidades de água a aplicar, para níveis que garantam apenas a subsistência da vegetação, através da redução de frequências e diminuição dos tempos de rega”.
“Com a suspensão das regas, a poupança de consumo de água cifra-se num valor médio de 20.031 metros cúbicos/mês”, lê-se na resposta da Câmara.
Neste concelho, foi lançada, ainda, uma campanha de sensibilização dirigida aos utentes dos cemitérios, parques, jardins e hortas urbanas.

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