Hotelaria apreensiva com falta de trabalhadores qualificados

Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal voltou a mostrar-se preocupada com a falta de mão-de-obra qualificada no setor do turismo, alertando para a necessidade de se criarem condições para fixar jovens qualificados na atividade.

“Temos de criar soluções para dignificar profissões no setor do turismo e dar condições para os jovens ficarem no país. Grande parte dos alunos, nesta área, fazem Erasmus ou vão para estágios fora do país, e contactam com uma realidade mais atrativa. Depois, é difícil regressarem a Portugal”, disse Raúl Ribeiro Ferreira, presidente da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (AHDP).
O dirigente considerou que o setor ainda carece de 120 mil pessoas, lembrando que os recursos humanos são “fundamentais” para a retoma no pós pandemia.
“Nesta fase, o foco tem de estar nos recursos humanos. É algo que já temos alertado desde 2013, com a desregulamentação das profissões, que traz um afastamento do mercado do trabalho no nosso setor. Não podemos deixar que a mão-de-obra no turismo perca o interesse”, alertou o líder da ADHP.
Raúl Ribeiro Ferreira também vincou que é preciso pessoas qualificadas para trabalhar no setor, lembrando que “é isso que faz a diferença de Portugal ter um turismo de qualidade que se possa diferenciar”.
“Temos de aumentar a qualidade na formação nos estabelecimentos de ensino, mas também dar oportunidade para que associações como a nossa possam ter acesso a financiamento para fazer formação. Somos uma indústria de pessoas para pessoas, e sabemos que o potencial humano faz a diferença de qualidade nas nossas unidades”, disse o dirigente.
Também por isso, o presidente da ADHP aponta que “a atratividade no recrutamento para o setor passa por melhores vencimentos e pela gestão de expectativas de carreira nos jovens”, aguardando a “renovação da tabela de classificação dos hotéis com a introdução da valorização dos recursos humanos”.
Em sintonia com Raúl Ribeiro Ferreira nesta questão da mão de obra, mostrou-se a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, que também participou na abertura do congresso.
“Preocupa-nos a falta de capital humano. Temos que ter uma política de acolhimento para os migrantes, mas também uma elevada aposta na qualificação dos recursos humanos. Só assim podemos continuar a crescer em valor”, disse a governante.
Rita Marques reconheceu que esse é um trabalho que tem de ser feito “pelo Governo lado a lado com as associações e o setor privado”.
“Sabemos que as condições remuneratórias não são as ideais, sendo até inferiores a algumas médias nacionais, mas temos de fazer esforço para as mudar. Este é um setor desgastante, onde se trabalha quando os outros descansam. Por isso temos de premiar quem exerce a sua atividade”, apontou a secretária de Estado.

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