6 Jan 2026, 8:00
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O i3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto) está a revolucionar o tratamento de tumores cerebrais pediátricos ao criar "mini-tumores" em laboratório (organoides cerebrais) a partir de células de pacientes, que mimetizam fielmente os tumores reais, permitindo testar fármacos e personalizar terapias para maior eficácia e menor toxicidade, avançando na medicina de precisão para uma resposta individualizada.
Uma equipa de cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), liderada por Jorge Lima, conseguiu criar organoides a partir de material cirúrgico de tumores cerebrais pediátricos. O trabalho, publicado na revista Precision Oncology, abre novas perspetivas para o tratamento personalizado de tumores cerebrais em crianças.
De acordo com notícia publicada na página da Universidade do Porto, estes mini-tumores cultivados em laboratório mimetizam os tumores originais, o que permitirá identificar os fármacos mais adequados para cada tumor e desenvolver terapias mais eficazes e menos tóxicas.
Segundo Jorge Lima, este trabalho, que começou com o apoio da Fundação Rui Osório de Castro e está a ser desenvolvido no grupo do i3S "Cancer Signalling and Metabolism" e no Ipatimup Diagnósticos, representa "um marco" na relação entre investigadores e clínicos: "Através de uma colaboração constante com oncologistas pediátricos, neurocirurgiões pediátricos e patologistas do Hospital de S. João, conseguimos criar uma dinâmica de recolha de amostras e criação de organoides para tratamento e estudo".
"Estes avanços poderão ajudar a melhorar significativamente os resultados clínicos para crianças com tumores cerebrais", conclui o investigador do i3S.
Fonte: CM Porto
Foto: i3S