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O Primeiro de Janeiro

28 Jul 2022, 0:00

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Linha do Norte: IP vai estudar alternativas às passagens superiores na Granja e na Aguda

Foi firmado, na passada terça-feira, um acordo de colaboração entre o Município de Gaia e a Infraestruturas de Portugal, para se estudar formas mais adequadas de inserção urbanística no que toca à obra de modernização da Linha do Norte.

Segundo o portal de notícias da Câmara Municipal de Gaia, este acordo tem em vista três principais objetivos, entres os quais “estabelecer os termos e condições de supressão do atravessamento de nível, na estação da Granja ao km 320+436 e da passagem de nível no apeadeiro da Aguda ao km 321+702; o estudo da viabilidade da construção de passagens inferiores pedonais em substituição das passagens superiores pedonais” e a “trasladação do Mirante da Madalena”.
“A supressão do atravessamento de nível e da passagem de nível determinou e incluiu a construção de duas passagens superiores de peões, ao Km 320+434 e ao km 321+709, que, em função de estudo de viabilidade a desenvolver, podem vir a ser substituídas por passagens inferiores pedonais”, lê-se no acordo de colaboração.
“A necessidade de estabelecer este acordo de colaboração” tem que ver com o facto “de ter escasseado o tempo útil para reavaliar o projeto”, uma vez que “os prazos do financiamento e da execução impediram tal objetivo”.
Exemplo disso é o Mirante da Madalena, “cuja proteção deve ser assegurada por uma correta reconstrução do mesmo em local próximo do atual, encontrando o justo equilíbrio entre a necessidade de criar corredores de atravessamento de pessoas e a proteção do património arquitetónico pré-existente”.
O presidente da Câmara Municipal, Eduardo Vítor Rodrigues, frisou, no decorrer da cerimónia, que a autarquia “vai pagar na íntegra a transladação do mirante e comparticipar em 20% as obras que resultarem em novas soluções para as passagens pedonais”.
Por outro lado, sobre o compromisso de estudar alternativas através de um estudo de viabilidade, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, garantiu que “ninguém ignora a população (…). Não sou engenheiro, mas sei que nem todas as soluções são compatíveis com determinados locais e que nem sempre as populações as aceitam. A Câmara e a IP vão procurar alternativas”.

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