Linha rosa do Metro do Porto estará operacional no primeiro trimestre de 2027

Esta terça-feira, o diálogo voltou a reinar entre o Executivo municipal e a Metro do Porto. duas entidades reuniram nos Paços do Concelho, tendo sido deixadas garantias, por parte do conselho de administração da empresa, algumas delas já conhecidas aquando da visita às obras da Linha Rosa, e reveladas outras sobre a segunda fase do metrobus.

"Foi uma reunião francamente positiva e construtiva com a administração da Metro", assinalou Pedro Duarte, acrescentando que esta é "uma nova fase, de diálogo construtivo, de cooperação estratégica entre instituições". "Trouxemos a verdade", assumiu, por seu turno, o presidente do conselho da administração da Metro.

A normalidade institucional é "o primeiro grande ganho que podemos dar por adquirido", frisou Pedro Duarte, que, não esquecendo "os atrasos permanentes e constantes, obras que decorriam a passo de caracol", hoje, "estamos numa fase de aceleração".

Por exemplo, sobre o projeto do metrobus, "é com enorme satisfação e orgulho pessoal que podemos estar, hoje, todos de acordo, no que diz respeito à preservação do enquadramento paisagístico e urbanístico do Parque da Cidade".

"Temos predisposição e vontade de continuar a trabalhar com a Metro. É inaceitável o que aconteceu nos últimos anos. A cidade não tolera mais derrapagens", concluiu Pedro Duarte.

O presidente da Metro trouxe algumas garantias e revelações quanto ao futuro. Reiterou a garantia de libertação dos espaços de obra à superfície na Linha Rosa, até ao próximo mês de junho, e que a ciclovia/corredor verde (entre a Avenida Guimarães e a Rotunda do Castelo do Queijo) não vai desaparecer na fase 2 de construção do metrobus.

Sobre a Linha Rosa, que ligará São Bento à Casa da Música, Emídio Gomes revelou que a obra estará concluída até ao último trimestre deste ano. No entanto, garantiu, "as exigências regulamentares de segurança e de certificação, por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), e todos os ensaios de segurança obrigatórios fazem com, estando a linha pronta antes do final do ano, ela só esteja disponível para utilização comercial e pela população até final do primeiro trimestre de 2027".

"Não é uma grande notícia, em termos temporais, mas, com espírito de lealdade e transparência para com a cidade, assumimos que a linha estará disponível no primeiro trimestre de 2027", acrescentou, recordando que a linha esteve seis anos em construção (a partir de 2021). Em termos de custos, entre o valor final da empreitada – "300 e poucos milhões" – e os trabalhados adicionais, o valor global final desta obra vai ascender a 420 milhões de euros.

Já sobre o metrobus, Emídio Gomes reafirmou que a fase 1 vai mesmo arrancar, em período experimental, até final do próximo mês (fevereiro) e que, relativamente à fase 2, ela estará concluída até agosto deste ano. Nesta segunda fase, não haverá alterações nos troços entre o Colégio do Rosário e a Avenida Antunes Guimarães e entre o Castelo do Queijo e a Anémona (Praça Cidade S. Salvador, em Matosinhos).

As novidades na fase 2, "e consensualizadas com o Executivo", de acordo com o que disse o presidente da Metro, vão ocorrer entre a Avenida Antunes Guimarães e Rotunda do Queijo. Assim, "o corredor central existente (ciclovia/corredor verde) vai ficar intacto" e o metrobus vai circular em "via partilhada" naquela zona. "Alterações que já estão consolidadas e que respeitam a vontade do Município", acrescentou.

Face a estas notícias, e para o vereador socialista Manuel Pizarro, "é importante realçar o retorno do diálogo aberto, transparente, rigoroso" entre as partes. "Aproveito também para realçar o regresso do bom senso no que diz respeito ao metrobus. Depois de a obra estar concluída não há nenhuma alternativa razoável que o colocar em funcionamento", sublinhou.

Também o vereador do Chega, Miguel Corte Real, destacou a forma transparente como a Metro apresentou, agora, os prazos de finalização de obras. "Não fez sentido nenhum a Câmara e a Metro terem estado de costas voltadas", adiantou, criticando, mais uma vez, a opção pelo metrobus: "Faz pouco sentido à cidade. Temos de continuar a procurar responsabilidades políticas".

 

Fonte: CM Porto
Foto: Metro do Porto

 

 

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