Matosinhos pediu projeto de manutenção da ponte móvel à APDL mas ainda não está concluído

A Câmara de Matosinhos pediu à Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) o projeto de manutenção da ponte móvel de Leça, previsto para 2024, mas este ainda não está concluído, avançou na quarta-feira a presidente.

“Já pedimos o projeto, mas ainda não está concluído”, disse Luísa Salgueiro na reunião pública do executivo municipal, depois de questionada sobre o assunto pelos vereadores eleitos pelo PCP e PSD.

Depois de a APDL anunciar a intenção de efetuar uma manutenção prolongada na ponte móvel durante alguns meses, mas em 2024, o vereador social-democrata Bruno Pereira perguntou que projetos a mesma apresentou à câmara, assim como o cronograma das obras.

Além disso, Bruno Pereira frisou que o seu encerramento vai “afunilar” ainda mais o trânsito na Autoestrada 28 (A28) e, consequentemente, piorar a mobilidade.

Por seu lado, o vereador comunista, José Pedro Rodrigues, apontou os problemas sistemáticos e os transtornos que as “sucessivas” manutenções causam às populações.

Por isso, interrogou a câmara sobre a forma como está a acompanhar a situação e se esta nova manutenção vai ser “mais do mesmo”.

Sem poder dar respostas concretas às questões colocadas pela oposição por ainda não ter o projeto, Luísa Salgueiro referiu que a ponte móvel tem problemas de construção que se têm tornado “muito perturbadores” no seu funcionamento e na vida da comunidade porque, cada vez que a travessia tem o trânsito interrompido, “adensa muito” os problemas já existentes.

A 22 de dezembro, em entrevista à Lusa, o presidente da APDL, Nuno Araújo, anunciou a necessidade de efetuar uma manutenção prolongada à ponte móvel durante alguns meses, mas em 2024.

"Estava previsto, até aos 15 anos de idade (da ponte), fazer uma paragem, uma manutenção geral na infraestrutura", e "isso será um investimento de grande envergadura" na ordem dos cinco milhões de euros, disse.

Segundo Nuno Araújo, "a intervenção na ponte móvel tem de ser na ordem de meses" estando a APDL a estudar, com o município de Matosinhos, qual a "melhor solução, aquela que há de ter menos impacto na mobilidade das pessoas".

Há a possibilidade de permitir a "circulação alternada" durante as obras, por exemplo, com limitações de horários, mas isso pode significar passar de "fazer a obra em três meses para a fazer em cinco", com o consequente aumento de custos.

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