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O Primeiro de Janeiro

18 Apr 2022, 0:00

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Militares ucranianos vão lutar "até ao fim"

O pesadelo ainda não terminou numa das cidades mais massacradas pela guerra. Em Mariupol, as tropas ucranianas prometem não baixar a armas, ignorando desta forma a exigência de rendição colocada pelos russos. 

Numa entrevista ao canal americano ABC, o primeiro-ministro da Ucrânia deixou claro que as tropas estão prontas para para “lutar até ao fim” e pediu a todos os parceiros para ajudarem a pôr fim à “catástrofe humanitária em Mariupol".
Denys Chmyhal também rejeitou as recentes alegações de Vladimir Putin de que o exército russo estava a ganhar a guerra. "Nem uma única grande cidade caiu. Apenas Kherson está sob o controlo das forças russas, mas todas as outras cidades estão sob controlo ucraniano", insistiu Chmygal, acrescentando que mais de 900 municípios de todas as dimensões, incluindo a capital Kiev, estavam livres da ocupação russa. "Estamos atualmente a lutar na região de Donbass e não tencionamos render-nos", acrescentou, falando em inglês.
Numa entrevista transmitida no domingo por outro canal de televisão americano, a CNN, o presidente Volodymyr Zelensky descartou a possibilidade de deixar Moscovo assumir a região de Donbass e parte da Ucrânia oriental. "A Ucrânia e o seu povo são claros. Não temos qualquer reivindicação sobre o território de mais ninguém, mas não abdicaremos do nosso", disse ele.
Rússia reclama controlo de Mariupol
Entretanto, uma equipa da televisão estatal russa relatou que a zona industrial da fábrica "Azovstal", em Mariupol, está sob controlo das tropas da autoproclamada República Popular de Donetsk.
Este domingo,o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia disse que através de uma interceção de rádio, perceberam “que o regime nacionalista de Kiev proibiu as negociações de rendição, ordenando aos nazis Azov que disparassem no local contra quem quisesse depor as armas entre o pessoal militar ucraniano e mercenários estrangeiros”.
A Rússia diz que controla quase toda a cidade de Mariupol, embora os combatentes ucranianos permaneçam escondidos em zonas chave da cidade.

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