Ministro espera que Mutares "faça aquilo com que se comprometeu" no caso Efacec

O ministro da Economia e do Mar afirmou hoje, em Lisboa, esperar que o fundo alemão Mutares, que venceu o processo de privatização da Efacec, faça aquilo com que se comprometeu, reconhecendo que vão existir alguns "sobressaltos".

Espero que a Mutares, que está já a trabalhar com a Efacec, faça aquilo com que se comprometeu. A Mutares tem um plano para a conservação da companhia e para aproveitar o seu potencial tecnológico, trabalhando nos seus mercados alvo [...]. Recordo que a Mutares tem 32 empresas no seu portfólio e um volume de negócios de 5.000 milhões de euros por ano", referiu António Costa Silva na comissão parlamentar de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação.

O titular da pasta da Economia disse que já falou com os responsáveis da Mutares sobre os ativos disponíveis, destacando a capacidade que o país tem de gerar energias renováveis, podendo tornar-se "num cluster" nesta área, com preços competitivos.

Costa Silva disse ainda ter sentido "um grande alinhamento" no que diz respeito à importância dada à transição energética, a voltar a atrair talento, e a preservar a capacidade tecnológica da empresa.

"Reconheço que vão existir inquietações e sobressaltos, mas todos os sinais que tenho são positivos", sublinhou.

Em 07 de junho, o Governo aprovou a proposta da Mutares para a privatização da Efacec, sem revelar os valores envolvidos.

O Estado injetou 132 milhões de euros na Efacec, a que se somam mais 85 milhões de euros em garantias.

O ministro da Economia e do Mar já disse ter "grande expectativa" de que este valor possa ser recuperado.

No dia 23 de junho, a Mutares anunciou que já tinha anunciado o acordo para a compra da Efacec ao Estado, por um valor não revelado, estando a conclusão da transação prevista para o terceiro trimestre.

Em abril, a Parpública anunciou ter recebido propostas vinculativas melhoradas de quatro candidatos à compra de 71,73% da Efacec, no âmbito do processo de reprivatização da empresa.

As propostas vinculativas melhoradas foram apresentadas pela Mutares, Oaktree, Oxy Capital e Agrupamento Visabeira-Sodecia.

O Governo aprovou em novembro do ano passado um novo processo de reprivatização da participação social do Estado de 71,73%, com um novo caderno de encargos, depois de ter anunciado em 28 de outubro que a venda da Efacec ao grupo DST não foi concluída por não se terem verificado "todas as condições necessárias" à concretização do acordo de alienação.

 

Lusa

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