Morreu António Reis. Ator, encenador e cofundador da Seiva Trupe no Porto

O mais que conhecido actor António Reis, co-fundador da Seiva Trupe (com Júlio Cardoso e Estrela Novais) em 1973, acaba de nos deixar, após doença prolongada. Ao seu nome ficam ligadas memórias e as raízes do teatro no Porto. Tendo iniciado a sua actividade teatral no ‘velho Conservatório do Porto’, o Grupo dos Modestos em 1964, cedo se distinguiu e integrou-se como profissional no Teatro Experimental do Porto em 1970. Aí, onde, entre outras, ficam marcantes e inesquecíveis as interpretações em “Fim de Festa” de Beckett ou em “A Casa de Bernarda Alba” de Lorca em 1972. Integrando o Grupo dissidente de Angel Facio (GIT – Grupo Independente de Teatro), em “Streap- Tease” e Carlos” de Mrozeck, a sua vos inconfundível, como o seu carácter, ecoaram ao, como se diss, co-fundar a Seiva Trupe, após uma curta passagem por Lisboa, onde ainda contracenou com Lauta Alves. Daí para a frente foram dezenas os êxitos, quer no palco, quer como co-responsável da emblemática estrutura teatral do Porto, sendo difícil distinguir, pelas suas qualidade e personalidade inconfundíveis, a escolha entre o famoso “Um Cálice de Porto” ou, antes, em “Perdidos numa Noite Suja” de Plínio Marcos, ou, depois em “Macbeth” de Shakespeare ou “Uma Visita Inoportuna” de Copi, o tanto que arrancou de merecidíssimos aplausos. Figura da preferência, tanta vez, de Manoel de Oliveira, são também muitas as imagens que nos deixa na tela e nos ecrãs de televisão.
Também e ainda, um dos fundadores do FITEI – Festival de Teatro de Expressão Ibérica, o seu curriculum é por demais extenso para que caiba numa notícia. Mas destaque-se que recebeu as distinções de Medalha de Mérito Cultural da Cidade do Porto, o Prémio Prestígio da Casa da Imprensa e o Grau de Comendador da “Ordem do Infante Dom Henrique”, entre mais.
É com pesar e saudade que a Seiva Trupe anuncia e perde um dos seus alicerces em que se fundou e cresceu nestes mais de 48 anos – e nela e com ela o teatro no Porto, de que é parte indissociável da sua História. Mas despede-se com o orgulho de o ter tido entre os seus e a promessa de que saberá continuar, honrando-lhe a memória. Até sempre, António.

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