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O Primeiro de Janeiro

2 Jun 2022, 0:00

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Novo disco de Mário Laginha inspirado em Pessoa e Saramago

“Jangada” é o novo disco do trio que o pianista tem com o baterista Alexandre Frazão e o contrabaixista Bernardo Moreira. O músico inspirou-se na obra de José Saramago para dar título ao álbum onde mistura todas as influências musicais.
Jangada é o terceiro disco do trio que junta o pianista Mário Laginha, o baterista Alexandre Frazão e o contrabaixista Bernardo Moreira. O título do álbum nasceu de uma clara referência à obra literária de José Saramago e ao livro “A Jangada de Pedra”.
“Partiu de um desafio da Fundação José Saramago” indica Laginha. Nesta entrevista, o músico explica que na sua cabeça, jangada “é uma boa metáfora” sobre a sua música. “O que faz flutuar uma jangada é um conjunto de troncos. Cada tronco é uma das minhas influências. A principal é o jazz, mas depois vem o clássico, as músicas portuguesa, brasileira e africana”, detalha Mário Laginha.
O compositor que diz navegar musicalmente nestas diferentes influências, diz que elas estão “mais ou menos evidentes neste disco”. A ausência de concertos devido à pandemia levou a que o trio se reunisse semanalmente para tocar. Destes encontros foi nascendo obra nova.
“A música está sempre em movimento” refere o pianista que explica como a pandemia marcou este novo trabalho musical. “Uma pessoa que escreve música vai somando influências e estados de alma. A música nunca é igual” aponta Laginha.
Se o álbum anterior era dedicado a Chopin, neste voltaram aos originais. A justificação é simples: “É o facto de termos estado a tocar semanalmente durante uns meses, às vezes era só improvisar, experimentar temas novos, mudar isto e aquilo”.
Neste trabalho criativo foram fundamentais na opinião de Laginha, o trabalho de Alexandre Frazão e Bernardo Moreira que tiveram segundo as suas palavras, “uma influência gigante porque vão dando ideias”.
Sobre Jangada, o pianista considera que “se assemelhasse mais ao modo de como tocamos ao vivo, em cima de um palco”. O disco marca a estreia discográfica em nome próprio de Mário Laginha na prestigiada editora britânica “Edition Records”.

 

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