Papa Francisco relata a sua experiência em Portugal. “Fátima deixou-me mudo”

Não garante que vá estar em Lisboa em 2023, como previsto para as Jornadas Mundiais da Juventude. Espera que os portugueses não fiquem zangados com ele – mas é por outro assunto.
"Não garante que vá estar em Lisboa em 2023, como previsto para as Jornadas Mundiais da Juventude. "Quando se vai a uma reunião de jovens tem de se estar preparado para que lhe falem noutra língua. Os jovens têm uma linguagem própria que vem da sua cultura porque há uma cultura da juventude. Que vem também da criatividade própria da juventude. Não pode ir agora falar com os jovens com uma linguagem de europeu, por exemplo, ou de sul-americano. Tem de falar a linguagem dos jovens, o que não significa que seja uma coisa de pouca categoria. Eles têm a sua cultura e uma linguagem progressista, que vai em frente. É preciso ouvi-los no seu modo de interpretarem as coisas e responder-lhes de modo a que consigam entender. Não posso responder a um jovem, perante uma dificuldade, com um livro de teologia antigo. "Olha, aqui diz..." Ele não entende. Quando me apresentam um problema humano, um problema teológico, é preciso responder numa linguagem que entendam e de acordo com as vivências que eles têm. O presente é o ar dos jovens. O dia de hoje". 
 Espera que os portugueses não fiquem zangados com ele – mas é por outro assunto. Considera "monstruoso" qualquer abuso sexual na Igreja - e responsabiliza-se para que mais nenhum caso ocorra. Defende que o celibato não é a causa e garante que as percentagens provam que a maioria dos abusos ocorre em seio familiar. Sublinha que a "igreja é feminina" - "é 'A' igreja, não é 'O' igreja", pelo que a entrada das mulheres na Cúria “é um ato de justiça". Sobre a guerra, Zelensky e Putin: "Acredito sempre que, se dialogarmos, conseguimos avançar. Sabe quem não sabe dialogar? Os animais". Transcrição integral da entrevista concedida à CNN Portugal

Considera “monstruoso“ qualquer abuso sexual na Igreja - e responsabiliza-se para que mais nenhum caso ocorra. Defende que o celibato não é a causa e garante que as percentagens provam que a maioria dos abusos ocorre em seio familiar.
Sublinha que a “igreja é feminina“ - “é ‘A‘ igreja, não é ‘O‘ igreja“, pelo que a entrada das mulheres na Cúria “é um ato de justiça“.

(Entrevista à CNN Portugal e TVI) 

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