Pintura de Amadeo de Souza-Cardoso vai a leilão no Porto com estimativa de 200 mil euros

Uma pintura a óleo sobre cartão do artista Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), vai a leilão esta quinta-feira, no Porto, com uma estimativa de 200 mil euros, segundo a Leiloeira Côrte Real, que organiza a venda.

A obra, sem título conhecido e não assinada, proveniente da família do artista, vai ser apresentada na primeira sessão do leilão presencial, hoje, quinta-feira, entre 784 lotes de diversas peças, desde pintura, escultura, livros, tapeçaria, cerâmica e mobiliário.
De acordo com o sítio ´online´ da leiloeira, onde está disponibilizado o catálogo completo das peças, o óleo sobre cartão de Amadeo de Souza-Cardoso tem a particularidade de possuir, "no verso, uma pintura da autoria de Eduardo Viana [1881— 1967] que utiliza o suporte também no seu formato vertical, mas numa orientação inversa à obra executada por Amadeo".
A pintura da autoria do pintor Eduardo Viana "está assinada, e inclui uma dedicatória a uma prima de Amadeo de Souza-Cardoso: ‘Off à Sª Dª Sarah Cardoso E Vianna’”.
Esta obra - com a dimensão de 39,3 por 26,8 centímetros - encontra-se reproduzida em "Amadeo Vida e Arte", Catálogo Raisonné Amadeo de Souza-Cardoso da Fundação Calouste Gulbenkian, assim como em outras publicações dedicadas ao autor.
Amadeo de Souza-Cardoso viveu em Paris, entre 1906 e 1914, onde conviveu com artistas como Modigliani e Brancusi, regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como pintor reconhecido nos meios da vanguarda, tendo participado em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres.
No catálogo do leilão – com sessões na quinta e sexta-feira - estão também obras de Júlio Ramos (1868-1945), um óleo sobre tela assinado, intitulado "Poente (rio Ave)", que vai a leilão por 4.000 euros, e de Júlio Resende (1917-2011), uma aguarela sobre papel, sem título, assinada e datada de Londres (1948), com estimativa de 2.000 euros.
A sua morte prematura, aos 30 anos, vítima de epidemia de gripe espanhola, contribuiu para um progressivo esquecimento da sua obra a nível internacional, que esta exposição, um século depois, pretende resgatar.

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