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O Primeiro de Janeiro

13 Sep 2022, 0:00

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PJ diz que Benfica gizou "plano criminoso" no processo Saco Azul

A PJ refere nas suas conclusões que as verbas alegadamente resultantes de "negócios simulados" teriam sido canalizadas para a constituição do denominado "saco azul", que se "presume ser utilizado para efetuar pagamentos não documentados".

A Polícia Judiciária conclui que "foram recolhidos fortes indícios da prática do crime de fraude fiscal qualificada" por parte dos arguidos Benfica SAD, Benfica Estádio, nas pessoas do então presidente Luís Filipe Vieira, Domingos Soares Oliveira (administrador da SAD) e do então diretor financeiro Miguel Moreira.
Segundo a edição desta terça-feira do Diário de Notícias, para a PJ, estes arguidos "gizaram um plano criminoso, assente na imputação fictícia de custos às referidas sociedades" e “contaram com a colaboração" da empresa Questão Flexível, Lda e do seu sócio-gerente José Bernardes, bem como dos arguidos José Raposo e Paulo Silva, tendo alegadamente sido celebrados contratos de prestação de serviços, que "permitiram uma imputação fictícia de custos que ascendeu a pelo menos 2.265.660,00€".
Valor que terá sido levantado em numerário através de cheques à ordem de José Raposo e Paulo Silva, tendo depois sido procedido à emissão de faturas falsas por serviços de consultadoria informática.
O relatório da PJ diz que a Benfica SAD obteve "uma vantagem patrimonial indevida de 64.768,00 euros em sede de IRC e de 116.380,00 em sede de IVA, respeitante ao ano desportivo de 2016/17". Ao mesmo tempo, é apontado que a Benfica Estádio obteve "uma vantagem patrimonial indevida de 154.100,00 no ano desportivo de 2016/17 e de 153.180,00 no ano de 2017/18, ambas em sede de IVA".
Quantias que os advogados do Benfica dizem que não ficaram provadas que foram usadas para pagamentos a terceiros, e por isso, ao fim de cinco anos de investigação pedem o arquivamento do conhecido processo “Saco Azul”.
Árbitro Bruno Paixão terá recebido milhares de euros do "saco azul" do Benfica
De recordar que, enquanto desempenhava a função de árbitro de primeira categoria, Bruno Paixão trabalhou e recebeu dinheiro de uma empresa da área da informática que as autoridades acreditam ter funcionado como “saco azul” do Benfica.
As autoridades ligam o árbitro à empresa Best for Business, do empresário José Bernardes – e um dos arguidos no processo Saco Azul, um dos que correm contra a SAD dos “encarnados”, o ex-presidente Luís Filipe Vieira e ainda o administrador Domingo Soares de Oliveira.
À TVI/CNN, o árbitro admitiu que recebeu dinheiro da empresa, mas alega ser uma coincidência ter trabalhado para o empresário suspeito de ter ajudado o antigo dirigente Luís Filipe Vieira a retirar 1,9 milhões de euros dos cofres das “águias”.

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