Porto avança com complexo habitacional de 151 habitações para para arrendamento acessível

O tradicional lançamento da primeira pedra marcou, na passada sexta-feira, o arranque do primeiro projeto "Build to Rent" no país. Na zona de Campanhã vai nascer o empreendimento Jardins do Oriente, com a construção de 151 habitações. O momento simbólico contou com a presença do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e do CEO do Grupo Ageas Portugal, Luís Menezes, parceiro neste plano.

No âmbito desta parceria e das 151 habitações previstas, 124 são destinadas ao programa de arrendamento acessível do Município do Porto, durante dez anos (com possibilidade de renovação) e 27 a comercialização. Com tipologias a variar entre T0 e T3, as rendas mensais previstas vão de 525 a 950 euros. "O Porto mostra, assim, que é possível responder aos desafios da habitação com ambição e pensamento estratégico", definiu o autarca portuense.

No momento de arranque formal de um investimento estruturante para a política municipal de habitação, Pedro Duarte sublinhou que esta solução "permite aumentar a oferta de habitação acessível na cidade, mobilizando investimento privado sem comprometer a sustentabilidade financeira do Município", acrescentando: "Este é um projeto pioneiro, inovador, que vai fazer o seu caminho. Neste caso, os dinheiros públicos são utilizados com parcimónia".

A solução encontrada para os terrenos de uma antiga fábrica na zona oriental da cidade permite, desde logo, requalificar uma zona degradada da cidade. "Para nós, é fundamental tornar mais aprazível e harmoniosa a paisagem urbana do Porto, sendo Campanhã uma prioridade na regeneração urbanística da cidade", lembrou o presidente da Câmara, para quem "esta é uma zona que tem tanta dignidade como qualquer outra da cidade. É muito importante que a zona de Campanhã seja habitada, nomeadamente pela classe média e por classes mais jovens".

Baseado num modelo de cooperação que visa ampliar a oferta de soluções habitacionais sustentáveis e compatíveis com os rendimentos das famílias, o presidente da Câmara deixou uma garantia: "O nosso objetivo é claro e conhecido: quadruplicar a oferta de habitação acessível no Porto até 2029".

Assim, a Porto Vivo, SRU, prevê até essa altura colocar no mercado de arrendamento acessível quase 400 fogos, num esforço fortemente apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De acordo com Pedro Duarte, "este projeto integra uma estratégia mais ampla do Município para aumentar, de forma significativa, a oferta de habitação acessível na cidade, com projetos como o Monte Pedral ou o Monte da Bela".

"Não é sustentável ter uma cidade em que famílias não conseguem comprar ou arrendar uma casa digna", em que "jovens adiam o início de uma vida autónoma ou são empurrados para concelhos vizinhos", em que "há casas devolutas e, paradoxalmente, tantas pessoas sem solução de alojamento", concluiu.

 

Fonte: CM Porto
Foto: CM P | Andreia Merca

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