Portugueses lideram vendas em segunda mão em plataformas online

Os portugueses têm-se mostrado cada vez mais familiarizados com a economia circular, um modelo que alarga o ciclo de vida dos produtos e permite a sua partilha, reutilização, reparação e renovação de materiais e produtos existentes.

Metade dos portugueses e 57% dos europeus acreditam que a economia circular gira principalmente em torno de produtos oferecidos por marcas e retalhistas, revela um estudo do Barómetro Europeu do Consumo do Observador Cetelem 2022.
“Os que têm menos de 30 anos são mais propensos a destacar o papel desempenhado pelos particulares, sobretudo, através da utilização de plataformas online (48% vs. 43% em média global)”, salienta ainda.
De acordo com o estudo, os europeus inquiridos são tão propensos a comprar bens em segunda mão numa loja tradicional (41%) como numa plataforma de compra e venda entre consumidores (39%). Já no caso dos portugueses as preferências são de 34% e 44%, respetivamente.
As lojas são preferidas pela maioria dos romenos, búlgaros e britânicos, enquanto os alemães e austríacos se interessam mais pela segunda hipótese, ou seja, aquisição de bens em segunda mão em plataformas de compra e venda entre consumidores.
Por sua vez, as feiras e mercados de rua, antecessores das vendas em segunda mão, são “relegados para o terceiro lugar (26%), sendo os dinamarqueses, os franceses e os italianos os mais que mais preferem estes locais de compra”.
Para vender, o estudo do Cetelem destaca que há uma preferência muito mais clara pelas plataformas online, com 70% dos portugueses e 6 em cada 10 europeus a optar por estas plataformas na hora de escolherem vender os seus bens.
“Apenas um quarto prefere fazê-lo através de retalhistas, um número inferior no caso dos portugueses (19%), seguido de perto pela venda a conhecidos e boca a boca”, refere ainda o comunicado, que destaca que os portugueses, os austríacos e os suecos são os mais ativos quando se trata de vender através de plataformas online.
O estudo em causa resultou de um inquérito quantitativo, realizado em novembro do ano passado, a consumidores, entre os 18 e os 75 anos, de 17 países, entre os quais Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, França, Hungria, Itália, Noruega, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Eslováquia e Suécia.

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