21 Jul 2026, 8:10
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"Uma cidade, hoje, melhor do que era ontem" é como o presidente da Câmara do Porto olha para o final dos trabalhos de demolição e remoção das estruturas que, há uma década, estavam para sair da Praia do Ourigo. Em visita ao local para, acompanhado pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, e da vice-presidente da autarquia, Catarina Araújo, testemunhar um areal plenamente livre para os veraneantes, Pedro Duarte partilhou a "grande satisfação por termos a cidade devolvida às pessoas".
"Era uma praia que estava muito afetada, muito impactada por uma obra que estava parara há demasiado tempo", recorda o presidente da Câmara, referindo-se a uma "instalação altamente deteriorada, degradada, e que prejudicava a qualidade de vida dos portuenses".
A demolição da estrutura teve início na véspera de São João, tendo sido assinalada com a presença da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho. Para o presidente da Câmara, a Agência Portuguesa do Ambiente "teve um papel absolutamente decisivo para termos conseguido o que conseguimos".
"Foi com a ação da APA, com este alinhamento permanente entre nós e concertação de posições, que foi possível chegar, hoje, onde chegámos", sublinha Pedro Duarte.
Ao mesmo tempo, o autarca enfatizou como a rapidez com que os trabalhos decorreram se deve, igualmente, à ação das empresas municipais Águas e Energia do Porto e Porto Ambiente, "fundamentais na remoção dos detritos, na limpeza do edificado". "Foi esta conjugação de esforços entre diferentes equipas que permitiu que o Porto hoje seja uma cidade melhor do que era ontem", reforça o presidente da Câmara.
Olhando para esta como "uma pequena intervenção, mas com um grande impacto na cidade, acima de tudo nesta praia belíssima, que está mais segura", o presidente da APA, José Pimenta Machado sublinhou como foi possível concluir os trabalhos em metade do tempo estipulado, tendo apenas sido encontradas questões do ponto de vista sanitário, nomeadamente no que à remoção de detritos diz respeito, o que "obrigou a maiores cuidados".
Questionado sobre as dificuldades em matéria de gestão do domínio público marítimo para que a intervenção de demolição das estruturas avançasse, o presidente da Câmara adiantou que, já esta terça-feira, o Município do Porto vai assinar um protocolo com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo para delimitação de competências e, assim, "a Câmara assumir uma responsabilidade que não tinha nas frentes marítima e ribeirinha". "A partir de agora, o Município vai ter outro tipo de capacidade de intervenção", sublinha Pedro Duarte.
Fonte: CM Porto
Foto: CMP | João Pedro Rocha