Preço do calçado deve aumentar em média 8,4% nos próximos meses

O consumo global de calçados deve crescer 6% este ano, prevê a indústria, apesar da incerteza da guerra.

Calçados “não vão escapar das pressões inflacionárias” e devem ter um “forte(APICCAPS) aumento” nos preços nos próximos seis meses, estimados entre 5% e 20%. Metade dos especialistas inquiridos no âmbito do inquérito World Footwear, um projeto da Associação Portuguesa de Calçado que avalia as principais tendências mundiais do setor, está convicto disso. O crescimento global médio é de 8,4%, variando de uma alta de 9,8% na Europa a uma baixa de 5,7% na América do Norte.
Procura insuficiente tanto no mercado doméstico (50% das respostas) como nos mercados internacionais (mencionado por 48% dos inquiridos) é, por esta altura, a grande preocupação do setor. Também o aumento do custo das matérias-primas (41%) é uma preocupação crescente. A outro nível, 44% dos inquiridos, antevê dificuldades financeiros nos próximos meses.
No mês de março, Luís Onofre já tinha referido que “Preço dos sapatos nas lojas vai aumentar 20% a 30%, para já”. 
Do plástico para os saltos às borrachas para as solas, passando pelos fios e pelas peles, a indústria do calçado está a ficar com as margens cada vez mais esmagadas porque “os clientes não estão a aceitar aumentos” de preços. Ao mesmo tempo, começam a chegar as primeiras faturas de eletricidade com valores cinco vezes mais elevados.
Por segmentos de produto, serão ainda os desportivos (77% dos especialistas antevê que possam crescer) que continuarão a suscitar mais procura. Já os eternos clássicos, deverão esperar por melhores dias, seja no segmento feminino (apenas 16% prevê que possa crescer) como masculino (59% aponta mesmo para recuo).
Do ponto de vista do negócio, serão os canais online que continuarão a liderar o processo de comercialização. Cerca de 80% dos especialistas mundiais acredita que as vendas online aumentarão nos próximos três anos. No plano inverso, as lojas próprias (45% acredita que vão reduzir relevância nos próximos três anos) e lojas multi-marcas (recuo de 19%) perderão peso-relativo.
Para o Presidente da APICCAPS, “as conclusões deste estudo reforçam o acerto estratégico de várias opções do setor do calçado: a procura de novos mercados, a aposta em produtos sustentáveis e a valorização dos produtos portugueses, nomeadamente nos canais online”. 

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