Presidente de Israel e da Comissão Europeia saudam trégua de quatro dias em Gaza

O Presidente de Israel, Isaac Herzog, disse esta terça-feira apoiar o acordo assinado com o movimento islamita Hamas para uma trégua de quatro dias, que prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinianos.

“As reservas são compreensíveis, dolorosas e difíceis, mas dadas as circunstâncias apoio a decisão do primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu] e do Governo de continuar com o acordo de libertação de reféns”, disse Herzog.

Numa nota publicada na rede social X (antigo Twitter), o chefe de Estado disse esperar que o acordo “seja o primeiro passo para devolver todos os reféns a casa”.

“O Estado de Israel, o exército e as forças de segurança continuarão a agir por todos os meios para atingir este objetivo, juntamente com o regresso da segurança absoluta para os cidadãos de Israel”, acrescentou Herzog.

Israel aceitou na terça-feira o acordo, com todos os membros do executivo de Netanyahu a votarem a favor, exceto os três ministros do Partido do Poder Judaico (Otzma Yehudit), de extrema-direita, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.

O Qatar disse esta terça-feira que vai ser anunciado nas próximas 24 horas o início da trégua de quatro dias entre Israel e o movimento islamita Hamas, que prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinianos.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros catari descreveu as conversações que produziram o acordo para uma “pausa humanitária” como o resultado de uma mediação do Egito, dos EUA e do Qatar.

“O início da pausa será anunciado nas próximas 24 horas e terá a duração de quatro dias, sujeito a prorrogação”, referiu o comunicado.

“O acordo inclui a libertação de 50 reféns, mulheres e crianças civis, atualmente detidas na Faixa de Gaza, em troca da libertação de um número de mulheres e crianças palestinianas detidas em prisões israelitas”, referiu o ministério.

“O número de pessoas libertadas irá aumentar em fases posteriores da implementação do acordo”, acrescentou o comunicado.

O Qatar sublinhou que o cessar-fogo “irá permitir a entrada de um maior número de comboios humanitários e ajuda humanitária, incluindo combustível designado para necessidades humanitárias”.

O Hamas saudou esta terça-feira o acordo, mas garantiu que a luta não terminou. “Confirmamos que as nossas mãos continuarão no gatilho e que os nossos batalhões triunfantes continuarão atentos”, alertou o grupo, num comunicado.

Os presidentes da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu também saudaram o acordo sobre a anunciada trégua em Gaza e a libertação dos reféns indicando que a pausa deve ser aproveitada para “intensificar” a ajuda humanitária.

“A Comissão Europeia fará todo o possível para aproveitar esta pausa para uma onda humanitária para Gaza”, disse a presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, em comunicado, adiantando que pediu ao seu comissário para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, que intensificasse os envios de ajuda e o "mais rápido possível para aliviar a crise humanitária".

Ursula von der Leyen saudou também com “grande satisfação” o acordo alcançado para a libertação de 50 reféns e a pausa nas hostilidades.

“Cada dia que estas mães e crianças são mantidas reféns por terroristas é demais. Partilho a alegria das famílias que em breve poderão voltar a abraçar os seus entes queridos”, acrescentou Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia disse estar também “muito grata a todos aqueles que trabalharam incansavelmente através dos canais diplomáticos nas últimas semanas para negociar este acordo” e apelou ao Hamas para “libertar imediatamente todos os reféns e permitir-lhes regressar a casa em segurança”.

Também os presidentes do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e do Conselho Europeu, Charles Michel, manifestaram a sua satisfação com o acordo para uma pausa humanitária nas hostilidades em Gaza e a libertação dos reféns.

Roberta Metsola disse numa mensagem na rede social X (antigo Twitter) que a libertação dos reféns dá “alguma esperança às famílias devastadas em Israel e algum alívio aos palestinianos em Gaza”.

A presidente do Parlamento Europeu apelou ainda para que se aproveite este momento para “redobrar esforços para devolver todos os refugiados às suas casas, intensificar a ajuda humanitária e aproveitar este raio de esperança para encontrar uma solução duradoura e sustentável e uma verdadeira visão de paz que reconstrua o horizonte político”.

Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, agradeceu especialmente ao Qatar e ao Egito por ajudarem na negociação do acordo e apelou ao Hamas para libertar “todos” os refugiados.

O antigo primeiro-ministro belga também considerou “crucial” aproveitar esta pausa nas hostilidades para permitir que o máximo de ajuda humanitária chegue ao que é necessário em Gaza.

Esta trégua surge após semanas de pressão crescente por parte da comunidade internacional e dos principais organismos internacionais, como as Nações Unidas, para pôr termo aos ataques incessantes, que também já causaram mais de 1,5 milhões de deslocados.

Telavive declarou guerra ao Hamas depois de o grupo islamita ter lançado um ataque contra Israel a 07 de outubro, no qual morreram mais de 1.200 pessoas e 240 foram raptadas e levadas para Gaza.

 

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