Primavera Sound assinala a 10.ª edição com quatro dias de festival

O festival Primavera Sound, que acontece de 7 a 10 de junho, no Porto, assinala a sua 10.ª edição com mais dias e artistas e um investimento e recinto maior, anunciou esta terça-feira o diretor do evento.

Durante a conferência de imprensa de apresentação da edição de 2023, a  o diretor do Primavera Sound Porto, José Barreiro, revelou que crescimento é a palavra que caracteriza o festival, no ano em que celebra a sua décima edição.

O festival 'cresce' de três para quatro dias, de 60 para 76 artistas e para uma capacidade de acolher 45 mil pessoas diárias ao invés das anteriores 35 mil, fruto do aumento do recinto – parque da cidade – em cerca de seis hectares, explicou.

Em termos de orçamento, José Barreiro revelou que é de 13 milhões de euros não tendo, para já, nenhum grande patrocinador oficial.

“Teremos novidades [sobre patrocínios] em breve porque há muita coisa a ser negociada. É claro que o apoio da autarquia é muito importante, mas não resolve todos os problemas porque falamos de um investimento de 13 milhões de euros e precisamos não só de apoio público, mas privado”, salientou.

José Barreiro acredita que o crescimento sustentável do festival passa pela atração de mais público estrangeiro, nomeadamente do americano que, na edição de 2022, rondou os 1.000.

Acrescentando que o público espanhol, inglês, italiano e alemão já se deixou “conquistar” pelo Primavera Sound do Porto.

Em termos de cartaz, o diretor do evento destacou presenças como as de Rosália, Kendrick Lamar, New Order, Blur, Pet Shop Bois e Halsey.

Já esta terça-feira, na sua página oficial de Facebook, a organização do festival anunciou que devido a problemas logísticos que lhe são alheios o concerto de FKA Twigs foi cancelado, tendo sido substituído por Alison Goldfrapp.

“É o cartaz mais ambicioso que fizemos em 10 anos de história. É um cartaz profundo e transversal”, disse o diretor do Primavera Sound Barcelona, Alfonso Lanza, igualmente presente na conferência de imprensa.

E, sobre o cartaz, Alfonso Lanza frisou que o mesmo é paritário.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal do Porto, o independente Rui Moreira, contou que o apoio desta para o festival passou de cerca de 200 mil euros para 650 mil.

O aumento da capacidade de acolhimento de público não assusta o autarca que realçou que o Porto está “à altura” quer em termos de alojamento, quer de restauração.

Rui Moreira aproveitou ainda a ocasião para lançar críticas às agências publicitárias por se concentrarem em Lisboa, esquecendo-se que alguns dos consumidores dos seus produtos também vivem no Porto.

“Verificamos que no Sul os festivais conseguem concentrar os apoios das marcas e um festival como este tem uma enorme dificuldade, por isso, eu chamo à atenção da indústria nortenha que trabalha com essas agências que de vez em quando é preciso alertar que alguns dos consumidores dos seus produtos também vivem cá”, frisou.

 

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