Regulamento do Porto de Tradição quer reforçar valor do património imaterial

As atuais especificidades dos negócios e das atividades desenvolvidas pelas entidades de interesse histórico, cultural e social conduziram à revisão do Regulamento do Porto de Tradição, cuja proposta, aprovada por unanimidade pelo Executivo, segue para consulta pública. A assinalar seis anos de existência, o programa municipal de reconhecimento caminha para uma maior objetividade na apreciação dos critérios de avaliação.

De acordo com o documento e, “atendendo à diversidade do tecido empresarial da cidade”, foram diferenciadas três áreas de atividade: comércio a retalho, restauração e prestação de serviços.

Para que uma atividade seja reconhecida pelo Porto de Tradição, serão tidos em conta critérios como a longevidade, a continuidade geracional, a existência de marca registada, a sua viabilidade económico-financeira, assim como a produção, produtos e qualidade dos serviços, sendo valorizados pela proveniência local ou pelo fabrico próprio no caso do comércio a retalho, a confeção de pratos da cozinha tradicional pelos espaços de restauração, ou, nos serviços, pelo atendimento personalizado ou pela introdução de novos conceitos e capacidade de adaptação que potenciem a competitividade do negócio.

No caso das entidades, o programa municipal irá considerar a atividade sociocultural e as entidades que se destaquem nas práticas culturais, recreativas, desportivas ou respostas sociais.

A revisão do regulamento do Porto de Tradição debruça-se, ainda, na distinção entre os critérios Património Material e Património Imaterial.

Com o primeiro, pretende-se valorizar, através da definição de uma nova escala, a preservação da arquitetura e imagens interior e exterior originais dos estabelecimentos e o acervo que detêm, num processo simplificado e mais objetivo,

No sentido de refletir a importância temporal e de valorizar quer as entidades com impacto significativo em grupos sociais específicos ou na comunidade, quer a importância dos estabelecimentos e da sua atividade comercial como referência na identidade local, nos hábitos e rituais do público, associaram-se os conceitos de Dimensão e Memória Social, no critério Património Imaterial.

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