7 Jan 2026, 9:02
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A cidade tem a melhor água ao menor custo, uma política de preços baixos e uma empresa com boa saúde financeira, com endividamento zero e com investimento.
Cumprindo a trajetória prevista no Contrato de Gestão Delegada, celebrado com a Águas e Energia do Porto, para o quinquénio 2024-2028, o Executivo aprovou, por unanimidade, na reunião desta terça-feira, a ratificação da atualização do tarifário relativo à gestão dos serviços municipais de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais urbanas. A par da inflação prevista para 2026, e com o parecer obrigatório da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), a prestação destes serviços foi atualizada à taxa de 2,8%.
Assim, as famílias numerosas mantêm o acesso a uma tarifa especial definida pela Águas e Energia do Porto, que prevê um consumo elegível por elemento adicional do agregado familiar superior ao recomendado pela ERSAR.
O primeiro escalão de consumo de água para os utilizadores domésticos é fixado no 0,4945 euros por metro cúbico, 0,9649 euros no segundo, 1,7657 euros no terceiro escalão, e 3,0016 euros no quarto e último.
Desdobrando a taxa de 2,8% referente a tarifas e serviços auxiliares em 1,8% decorrentes da taxa de inflação e 1% referente às necessidades de investimento associadas às atividades da empresa municipal, a vereadora com o pelouro do Ambiente garante que “este tarifário assegura condições de acessibilidade económica para todos os utilizadores domésticos, contribuindo, de forma concreta, para a promoção de acesso universal a um serviço essencial”.
Catarina Araújo sublinha que “a análise comparativa do tarifário comum permite concluir que as tarifas em vigor mostram que o Porto é a cidade da Área Metropolitana onde as famílias têm um menor encargo mensal com a água”.
Ainda que referia que o tarifário do Porto apresenta “valores inferiores a tarifários sociais existentes noutros municípios”, a Câmara do Porto admite dar início a um processo de estudo de adaptação à estrutura tarifária.
“A cidade tem a melhor água ao menor custo, uma política de preços baixos e uma empresa com boa saúde financeira, com endividamento zero e com investimento”, afirma a vereadora, enaltecendo, não apenas o facto de a ERSAR “classificar o desempenho da Águas e Energia do Porto como Bom, reforçando a confiança no modelo de serviço público assegurado”, como a satisfação manifestada pelos clientes.
“Estes resultados confirmam uma estratégia centrada nos clientes, uma gestão eficiente e sustentável, orientada para a melhoria contínua de um serviço público que é essencial”, considera Catarina Araújo.
Pelo Partido Socialista, Manuel Pizarro afirma que, ainda em valores reduzidos, “o aumento proposto é acima da inflação prevista”, algo que “onera mais os cidadãos” e, acredita o vereador, “o imperativo da eficiência fica um pouco mais relaxado”.
Insistindo na questão da tarifa social, Manuel Pizarro diz que “a lógica é que haja uma distinção na cidade que favoreça os cidadãos mais desfavorecidos e não em comparação com outros municípios”.
Do Chega, Miguel Corte-Real espera que “fique o compromisso de que o tema seja revisitado” para que “no futuro não tenha de se fazer esta subida”.
Fonte: CM Porto
Foto: Águas Porto