30 Jan 2024, 0:00
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De acordo com a acusação a que o JN teve acesso, entre os 16 arguidos existem três funcionários ligados à Direção Municipal de Urbanismo da autarquia portuense: Silva C., Ricardo M. e Rodolfo N.
“Mediante a solicitação ou aceitação de vantagens patrimoniais, previamente acordadas com os demais arguidos, fizeram uso impróprio dos poderes de facto decorrentes das funções por si desempenhadas, bem como de conhecimentos e acesso a meios técnicos, que lhes permitiam atuar no seio da organização municipal, acompanhando, conhecendo, controlando, influenciando, determinando e acelerando a prática dos atos administrativos que constituem o encadeado próprio dos procedimento de licenciamento”, escreve o Jornal de Notícias, citando a acusação a que teve acesso.
Segundo o jornal, os três funcionários terão agilizado os processos urbanísticos de obras em hotéis, alojamentos locais, prédios e vivendas, num total de 12 empreendimentos. O Ministério Público destaca a intervenção na ‘Casa Azul’, situada na Rua da Restauração, que terá tido a intervenção direta de Paulo Malafaia e o seu sócio, o médico José Miguel Jesus, tendo sido prometidos 2.500 euros a um dos funcionários da autarquia portuense para agilizar o processo para a construção de um alojamento local com sete quartos e uma galeria de arte.