3 Apr 2022, 0:00
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Admite que Nuno Melo terá uma tarefa “muito difícil” nos próximos anos, mas por deter “o único cargo eleito do CDS-PP” tem “uma circunstância excecional” para presidir ao partido.
A moção de estratégia de Nuno Melo foi a mais votada, obtendo 73% dos votos hoje de madrugada, decorrendo agora as eleições para os órgãos nacionais do partido.
O antigo líder do CDS-PP Paulo Portas desejou este domingo “bom trabalho e eficácia nos resultados” a Nuno Melo na presidência do partido, e considerou que “todas as ajudas para poder reconstruir o CDS como instituição são bem-vindas”.
Portas, que presidiu ao CDS-PP durante 16 anos, foi hoje a Guimarães votar nos órgãos nacionais, como tinha anunciado no sábado, o que nunca tinha feito desde que tinha saído da liderança, regressando imediatamente a seguir a Lisboa por “compromissos profissionais”.
Ladeado de Nuno Melo e de outros dirigentes, como Cecília Meireles, Luís Pedro Mota Soares ou Paulo Núncio, Portas disse querer expressar com o seu voto “confiança e admiração” no eurodeputado por se ter candidato em condições “tão hostis e adversas”.
antigo líder referiu que este gesto é “um sinal tanto para as pessoas que são do CDS, como para as que não são, mas acham que um partido como o CDS deve existir no sistema partidário” português, enfatizou.
Admitindo que Nuno Melo terá uma tarefa “muito difícil” nos próximos anos, Portas considerou que, por deter “o único cargo eleito do CDS-PP” como eurodeputado, tem “uma circunstância excecional” para presidir ao partido.
Paulo Portas, líder do CDS-PP entre 1998 e 2005 e depois entre 2007 e 2016, despediu-me desejando a todos “um bom domingo” e recebeu aplausos dos congressistas já presentes no pavilhão multiusos de Guimarães, a quem acenou à saída.