Trabalhadores da loja do cidadão do Porto em greve

Os trabalhadores da loja do cidadão do Porto estiveram em greve no dia de ontem, 1 de agosto, e ficou agendada uma repetição para os dias oito, 13, 27 e 29 de agosto.
O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte exigiu "o reconhecimento do trabalho como Técnicos Superiores" e uma valorização remuneratória.
A greve pode afetar a capacidade de atendimento e a disponibilidade dos serviços do IRN das Lojas de Cidadão e Conservatórias.
O primeiro dia de greve dos trabalhadores dos registos e notariado, na segunda-feira, registou uma adesão a rondar os 85%, segundo dados do sindicato que convocou uma manifestação que esta segunda à tarde juntou poucas dezenas destes trabalhadores. 
Ou o Governo "olha para estes problemas, ou então vamos ter um outono de grande agitação social, na negociação do OE2023 se estes problemas não forem resolvidos", avisam os sindicatos.
“Até hoje não há conhecimento de qualquer diligência para retificar a inconstitucionalidade”, disse o presidente do SNR, frisando que essa sugestão foi feita ao Governo pela Provedora de Justiça. Em causa estão diferenças salariais para a mesma função e categoria profissional que podem ser duas a três vezes inferiores nas regiões do interior.
O presidente do SNR acusa o atual primeiro-ministro, António Costa, de ter publicado em 2001, enquanto ministro da Justiça, a portaria que efetivou as assimetrias e de ao fim de sete anos no Governo ainda não ter feito nada para o corrigir.
Ainda assim, disse , o diálogo e negociações com a tutela estão em aberto, das quais espera também a resolução de temas como a falta de recursos humanos e outras questões salariais, como a dos complementos, que se traduzem em mais uma assimetria, uma vez que estão a ser pagos de forma proporcional ao vencimento base, em vez de serem pagos de forma 
As esperanças e expectativas sindicais voltam-se agora para as negociações do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), para inverter aquilo que José Abraão apelidou de “política de remendos e do poucochinho”. “Ou o Governo, de uma vez por todas, e não tem mais hipóteses de fuga, no OE2023, olha para estes problemas, ou então vamos ter um outono de grande agitação social, na negociação do OE2023 se estes problemas não forem resolvidos”, avisou.

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