Ucrânia: Ataque russo à maior central nuclear da Europa origina incêndio

A central nuclear de Zaporizia, na Ucrânia, está a arder. O incêndio naquela que é a maior central nuclear da Europa foi provocado por um ataque das tropas russas.
Houve confrontos entre as forças russas e forças locais. O presidente da Câmara local diz que há vítimas, mas não se sabe ainda quantas.

As forças russas continuam as investidas pelo controlo da importante cidade de Enerhodar, no sul da Ucrânia, onde está a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa. Entretanto, as autoridades ucranianas apelam aos civis que combatam os invasores.
"Após um bombardeamento das forças russas na central nuclear de Zaporizhzhia, foi registado um incêndio", afirmou Andrei Tuz num vídeo publicado na conta do Telegram da central. Um dos disparos russos impactou uma das unidades da central, adiantou.
Segundo o autarca da cidade que é responsável por produzir cerca de um quarto da energia do país, as forças ucranianas têm combatido as tropas russas nos arredores de Enerhodar.
Vídeos mostram chamas e nuvens de fumo preto na cidade com mais de 50.000 habitantes, enquanto pessoas fogem daquele ‘inferno’, passando por carros destruídos, noticia a agência Associated Press (AP).
Os combates em Enerhodar, cidade nas margens do rio Dnieper, decorreram hoje enquanto se realizava a segunda ronda de negociações entre russos e ucranianos também.
Negociadores russos e ucranianos disseram que na reunião de hoje foi acordado um cessar-fogo temporário nos locais onde estão estabelecidos corredores humanitários para a saída de civis na Ucrânia.
As autoridades ucranianas têm apelado ao seu povo para que defenda o país contra as forças de Vladimir Putin, cortando árvores, erguendo barricadas nas cidades e atacando colunas inimigas pela retaguarda.
Nos últimos dias, as autoridades distribuíram armas aos civis e ensinaram a produzir bombas incendiárias improvisadas ("cocktail molotov").
O avanço terrestre de Moscovo sobre a capital da Ucrânia, no norte, está parado, aparentemente, com uma enorme coluna militar russa a estar paralisada nos arredores de Kiev.
A resistência, mais dura do que o esperado por Moscovo, por parte dos ucranianos, tem impedido uma vitória rápida para o invasor.
Os russos têm usado o seu poder de fogo superior nos últimos dias, lançando mísseis e ataques de artilharia em áreas civis e obtendo ganhos significativos no sul da Ucrânia, como parte de um esforço para cortar a ligação deste país com o mar Negro e Azov.
O corte do acesso da Ucrânia ao litoral seria um rude golpe para a economia do país e permitira à Rússia construir um corredor terrestre que se estende desde a sua fronteira até à Crimeia, anexada por Moscovo desde 2014, seguindo depois para oeste até à Roménia.
Os russos já anunciaram a captura de Kherson, com as autoridades ucranianas locais a confirmaram a tomada do governo local da cidade com um porto vital no mar Negro, com 280.000 habitantes.

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