Vindima traz menos vinho. Campanha 2022/2023 com quebra de 9%, estima o IVV.

A campanha 2022/2023 deverá resultar numa quebra de produção de 9% face ao ano anterior, estima o IVV. A mais recente previsão de colheita dá conta de uma produção de 6,7 milhões de hectolitros, sendo, que, frisa o instituto, esta previsão representará um crescimento de 2% no quadro da média das cinco últimas campanhas.

"O decréscimo de produção, em relação à campanha anterior, é sustentado por 9 regiões vitivinícolas, destacando-se as regiões do Douro e Porto e de Lisboa com as maiores quebras percentuais, na ordem dos -20%". Por sua vez, as regiões do Minho (+10%) e das Terras de Cister (+10%) são aquelas "onde se antecipam os mais significativos crescimentos da produção, face à campanha anterior.
Na generalidade, as uvas apresentam um bom estado fitossanitário sem registo de doenças ou pragas, como consequência das condições climatéricas verificadas até à data. Contudo, a falta de água e as ondas de calor verificadas acentuam o stress hídrico e térmico, pelo que as condições climatéricas que se verificarem até à vindima, serão ainda determinantes na quantidade e qualidade da colheita.
Por regiões (dados IVV):
Na região do Minho, é previsto um aumento na produção de cerca de 10%. A baixa incidência de pragas e doenças afigura-se como a principal causa para este aumento. A atual instabilidade climática poderá contudo condicionar a atual previsão, devido a acidentes decorrentes de fenómenos atmosféricos que afetem o normal desenvolvimento do cacho nas fases que se seguem até à vindima.
Em Trás-os-Momtes, a previsão aponta para uma quebra da produção na ordem dos 10%. O desenvolvimento vegetativo é bom, sem ter existido a necessidade de tratamentos para o míldio, oídio ou outras doenças. As elevadas temperaturas e a seca extrema que se fazem sentir na região são as principais causas da diminuição prevista da produção, em relação à última campanha.
No Douro e Porto, prevê-se um decréscimo da produção de vinho na ordem dos 20%. Nesta campanha, as boas condições sanitárias promoveram um normal desenvolvimento vegetativo. Apesar da expectativa inicial em linha com a produção do ano passado, as ondas de calor (provocando o escaldão) e a falta de água têm vindo a acentuar as situações de stress que afetam a maturação da uva e respetivo rendimento.
Na região da Beira Altlântico (Bairrada), a previsão aponta para uma produção semelhante à campanha passada. As vinhas apresentam um bom desenvolvimento vegetativo e prevê-se uma vindima de qualidade. Todavia, as temperaturas altas e a pouca humidade registada poderão ainda afetar o normal desenvolvimento dos cachos (tamanho e peso).
No Dão, prevê-se uma quebra na produção de 15%. Os problemas sanitários, nomeadamente ataques de míldio e oídio foram reduzidos na região, não tendo contribuído para a diminuição da produção. A onda de calor contribuiu para o stress hídrico nas videiras, no entanto prevê-se que a qualidade da colheita seja elevada.
Na Beiro Interior, a previsão aponta para uma quebra da produção de cerca de 10% face à campanha 2021/22. Relativamente ao aspeto fitossanitário, não houve ocorrência de míldio, havendo casos pontuais de oídio. Os efeitos da seca começam no entanto a surgir em algumas zonas.
Na região Terras de Cister, prevê-se um aumento na colheita na ordem dos 10%. As vinhas apresentam um bom estado fitossanitário. Os prejuízos provocados pela geada são pouco significativos.
No Tejo, as vinhas encontram-se com bom vigor e com bagos uniformes e bem formados, sem incidência significativa das principais doenças e pragas. Porém, o escaldão ocorrido interrompeu o ciclo vegetativo das plantas. Prevê-se ainda assim um aumento da produção de cerca de 5%.
Em Lisboa, perspetiva-se um decréscimo da produção na ordem dos 20%. A pouca humidade no solo não tem permitido o desenvolvimento dos bagos. A onda de calor entretanto registada ocasionou o surgimento de escaldão, em especial nas vinhas mais novas com menos superfície foliar.
Na Península de Setúbal, é esperada uma quebra de 5% na produção, devido aos episódios de escaldão do mês de julho com temperaturas acima dos 40°C e à atual situação de seca severa. A sanidade das uvas revela-se sem problemas de míldio e oídio, sendo a principal preocupação o controlo da praga da “Cigarrinha Verde”.
No Alentejo, estima-se que a produção de vinho venha a ter um decréscimo na ordem dos 5%. As vinhas apresentam um bom estado vegetativo, com desenvolvimento adequado ao estado fenológico, sem incidência de acidentes fisiológicos ou provocados por pragas ou doenças. Recentemente ocorreram alguns focos de escaldão. Existem perspetivas positivas para a qualidade.
Na região do Algarve, a previsão de produção aponta para um aumento de cerca de 5%. Observa-se boa sanidade das uvas, pelo que as condições climatéricas fazem prever uma produção com elevada qualidade.
Na Madeira, estima-se uma quebra na produção de cerca de 7%. Na generalidade, as vinhas encontram-se em bom estado fitossanitário. Se não se verificar a ocorrência de chuvas, perspetiva-se uma boa vindima ao nível qualitativo.
Nos Açores, a previsão global é de uma diminuição de produção na ordem dos 10%. O ciclo vegetativo e produtivo têm sofrido alguns danos, devido às condições climatéricas que ocorreram sobretudo nos meses de abril, maio e junho, nomeadamente ventos fortes, ressalgas marinhas e ocorrência de ataques de míldio, refere a Revista de Vinhos 


 

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