Violência sexual online foi alvo de debate no Porto

No âmbito da Semana do Bem-Estar Digital, promovida pelo projeto "Agarrados à Net", decorreu a II Conferência Internacional de Promoção do Bem-Estar Digital. Durante dois dias foram debatidos os atuais desafios da Internet e das redes sociais, com foco na prevenção e combate à violência sexual digital. "Temos o dever moral de proteger os mais jovens de todas as formas de abuso", alertou a vereadora da Juventude, Catarina Araújo.

Crianças, jovens, professores, encarregados de educação, forças de segurança, técnicos de intervenção social e especialistas na matéria juntaram-se ao debate, que ocorreu nos dias 2 e 3 de maio, na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, e aprenderam mais sobre o impacto que a Internet e as redes sociais podem ter na vida dos mais jovens. Uma das maiores preocupações apontadas pelos oradores foram os abusos sexuais, que, em muitos casos, começam através dos canais virtuais.

Reconhecendo que "a era digital trouxe consigo inúmeras vantagens”, Catarina Araújo lembrou que as mudanças captadas pela "conectividade instantânea" também arrastaram "desafios que não podemos ignorar".

Para a autarca da Câmara do Porto, a violência sexual online deve ser olhada com apreensão por comprometer "uma sociedade digital segura e saudável", já que "atrás do ecrã, são desenvolvidos mecanismos que observam a vulnerabilidade de crianças e jovens, resultando em ações condenáveis que deixam cicatrizes profundas na sua vida".

A responsável pelo pelouro da Juventude sublinhou a necessidade de a sociedade "proteger os mais jovens" deste flagelo, vincando que só a educação pode evitar situações de risco entre os menores. "Devemos capacitá-los para o reconhecimento de sinais de perigo, de forma a protegerem a sua privacidade e a denunciarem qualquer forma de abuso ou suspeita do mesmo", notou Catarina Araújo.

"Urge trabalhar em conjunto com as forças de segurança, as entidades educativas e as organizações da sociedade civil para implementar medidas de prevenção e intervenção", referiu, perante o painel de convidados, que contou com a presença do diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária, Carlos Farinha.

Também a questão da utilização excessiva de ecrãs foi trazida à tona, tendo em conta as consequências adversas que podem resultar desta prática. "Desde problemas de visão, a perturbações físicas devido a má postura, passando por distúrbios do sono e perturbações nas relações com os outros, na autoestima, no rendimento e motivação escolar e profissional, irritabilidade, baixa tolerância à frustração, ansiedade, depressão e isolamento social, os impactos negativos do tempo despendido em frente aos ecrãs são cada vez mais evidentes na nossa sociedade", advertiu a autarca.

Sob a alçada do Plano Municipal de Saúde do Porto, e na sequência de múltiplas parcerias com diferentes entidades, o Município tem tentado responder de forma direta a estas problemáticas, através de ações de capacitação, como é o caso de workshops ou peddypapers. "A Câmara do Porto assumiu há muito tempo a responsabilidade de incentivar o uso consciente e responsável das tecnologias digitais", realçou Catarina Araújo.

Na conferência também participaram a ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, e a eurodeputada portuguesa Maria Manuel Leitão Marques.

 

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